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    Análise: o Guarani precisa mudar o roteiro de um filme que já é cansativo e repetitivo

    Quando o Guarani caiu para a Série C, em 2012, passou algum tempo até entender o que a competição exigia. Foram três temporadas seguidas parando pelo caminho na luta pelo acesso, até conseguir o objetivo em 2016. Agora, o roteiro tem algumas semelhanças. Mas ainda há tempo de mudá-lo. + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Guarani no WhatsApp + Veja mais notícias do Guarani no ge O Bugre caiu para a Série C em 2024, acordou tarde na edição de 2025 e, mesmo assim, não reuniu forças competitivas para subir. Neste ano, em meio a tantos cenários, o clube volta a apresentar características que

    GE Esportes
    11 de agosto de 2026 às 10:00
    Análise: o Guarani precisa mudar o roteiro de um filme que já é cansativo e repetitivo
    Foto: GE Esportes

    Quando o Guarani caiu para a Série C, em 2012, passou algum tempo até entender o que a competição exigia. Foram três temporadas seguidas parando pelo caminho na luta pelo acesso, até conseguir o objetivo em 2016. Agora, o roteiro tem algumas semelhanças. Mas ainda há tempo de mudá-lo.

    + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Guarani no WhatsApp + Veja mais notícias do Guarani no ge

    O Bugre caiu para a Série C em 2024, acordou tarde na edição de 2025 e, mesmo assim, não reuniu forças competitivas para subir. Neste ano, em meio a tantos cenários, o clube volta a apresentar características que remetem a outros capítulos dessa história: falta de estabilidade política ao longo dos meses, problemas financeiros - ainda que pontuais - e um time que parece acreditar que terá o controle da divisão quando quiser. Não funciona assim.

    Anápolis x Guarani; Série C 2026 — Foto: Divulgação

    O Guarani precisa - e pode - mudar o roteiro para não viver novamente esse filme repetitivo e cansativo para o torcedor. É preciso ter uma postura mais humilde, competitiva e, principalmente, consciente diante de um campeonato tão traiçoeiro quanto a Série C.

    A análise pode até soar como alarde. É, na verdade, um alerta.

    O Guarani ainda deve se recuperar da derrota para o Anápolis e, pelo cenário atual, provavelmente estará entre os oito classificados para o quadrangular final. Mas o torcedor só vai voltar a confiar no final feliz que tanto deseja se uma nova postura passar a fazer parte do roteiro do Bugre - dentro e fora de campo.

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    A partida no Jonas Duarte foi uma prova disso. O jogo em Anápolis não era simples: gramado diferente do Brinco de Ouro, adversário lutando contra o rebaixamento, arbitragem confusa e um Guarani que demorou a se impor.

    Quando conseguiu dar mais espaço para o camisa 10 João Paulo criar, o Bugre encontrou o caminho do gol. O meia acionou Guilherme Cachoeira, que desperdiçou a primeira oportunidade, mas aproveitou a segunda para colocar o Guarani em vantagem.

    Parecia que o roteiro estava sob controle. Mas não estava.

    Anápolis x Guarani - Série C 2026 — Foto: Josué Alexandre / AFC

    O Guarani se comportou como um ator que se considera insubstituível depois de participar de um filme de sucesso. Empilhou oportunidades desperdiçadas como se pudesse decidir a partida quando quisesse.

    Lucca perdeu três chances claras. Depois, no segundo tempo, Neto Costa, Herbert e o próprio João Paulo também tiveram oportunidades. Não era noite do ataque.

    Mas a Série C exige capacidade de adaptação. Quando o ataque não funciona, a defesa precisa fazer o simples. Precisa ser segura. Precisa entender o momento da partida.Também não foi o que aconteceu.

    Os mesmos problemas apresentados na vitória sobre a Inter de Limeira - quando o ataque funcionou -reapareceram no Jonas Duarte. Raphael Rodrigues se atrapalhou dentro da área e não conseguiu evitar um pênalti que resultou no empate de Matheus Lagoa.

    Depois, nos minutos finais, Ynaiã também não fez o simples. Errou na saída de bola, a defesa não conseguiu corrigir e a bola voltou para Matheus Lagoa. Um desvio ainda matou Caíque França, que nada pôde fazer para evitar a virada.

    O Guarani tinha o jogo nas mãos. E deixou escapar. É justamente aí que entra a necessidade de aprender com os capítulos anteriores.

    A Série C exige competitividade alta. Exige simplicidade quando as coisas não funcionam. Exige organização dentro e fora de campo.

    Foram lições que o Guarani precisou aprender em 2013, 2014, 2015 e também em 2025. Não há motivo para esperar mais uma eliminação para entender novamente o que a competição pede.

    A diretoria também precisa fazer a parte dela. O clube vive um momento decisivo e qualquer turbulência fora de campo pode contaminar um elenco que precisa estar concentrado exclusivamente na busca pelo acesso.

    Ainda há tempo. Restam três jogos para o fim da primeira fase. O cenário segue favorável para a classificação ao quadrangular final. O Guarani está vivo e depende das próprias forças para alcançar o objetivo.

    Mas a pergunta que fica é outra: qual versão do Guarani vai aparecer na próxima fase? A que acredita que pode controlar o jogo quando quiser ou a que entende que cada detalhe pode decidir uma temporada?

    O torcedor já assistiu a esse filme algumas vezes. Sabe como terminam os capítulos em que o Bugre demora para aprender as lições da Série C. Ainda há tempo para mudar o roteiro. E, desta vez, o torcedor espera por um final de campeão de bilheteria.

    Assista: reveja as matérias do Globo Esporte Campinas

    Publicado originalmente por GE Esportes. Leia a matéria completa em https://ge.globo.com/sp/campinas-e-regiao/futebol/times/guarani/noticia/2026/08/11/analise-o-guarani-precisa-mudar-o-roteiro-de-um-filme-que-ja-e-cansativo-e-repetitivo.ghtml.

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