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    Análise: Julho registra recorde de mortes na Ucrânia em quatro anos

    Relatório da ONU registra 437 civis mortos em julho, o maior número desde o início do conflito entre Ucrânia e Rússia; Fernanda Magnotta avalia situação ao CNN 360°

    CNN Brasil
    13 de agosto de 2026 às 21:18
    Análise: Julho registra recorde de mortes na Ucrânia em quatro anos
    Foto: CNN Brasil

    Um novo relatório da Organização das Nações Unidas revelou que julho foi o mês mais letal para civis na Ucrânia em mais de quatro anos de conflito. Pelo menos 437 pessoas foram mortas no período, a maior parte por armas de longo alcance.

    O dado reacende o debate sobre a intensidade de uma guerra que, apesar de receber menos atenção da mídia ocidental, segue causando devastação. A analista de Internacional Fernanda Magnotta avaliou que os números de julho não representam um episódio isolado.

    "A gente traz esses números de julho e eles podem soar, num primeiro momento, como um elemento fora da curva, mas isso está longe de ser verdade. No primeiro semestre de 2026, as mortes e ferimentos de civis ficaram 37% acima do mesmo período em 2025 ", afirmou Magnotta durante o CNN 360º desta quinta-feira (12).

    Putin ameaça apreender navios de países da União Europeia
    Putin ameaça apreender navios de países da União Europeia — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A analista destacou que, embora a linha de batalha possa parecer geograficamente congelada, o conflito está longe de ter esfriado . "Ao contrário, está cada vez mais profunda e cada vez mais imbricada na sociedade ucraniana", disse.

    Na região de Donetsk, os avanços russos graduais são considerados operacionalmente relevantes.

    Nesta quinta-feira (13), a Rússia atacou o maior porto de exportação de grãos da Ucrânia . Em entrevista à CNN, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que o país precisa urgentemente de mais interceptadores de mísseis .

    Ucrânia diz ter retomado 745 km² de território ocupado pela Rússia em 2026
    Ucrânia diz ter retomado 745 km² de território ocupado pela Rússia em 2026 — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A analista também chamou atenção para o contexto geopolítico que envolve o conflito. Segundo ela, o apoio ocidental à Ucrânia enfrenta dificuldades , com os Estados Unidos voltados para outras frentes e questões domésticas.

    "O conflito não só continua, ele não só registra episódios muito graves de ataque à infraestrutura urbana e civil, como tem sido reportado semana após semana, ainda que com menos visibilidade na mídia ocidental", afirmou Magnotta.

    Para a analista, Moscou parece adotar uma estratégia de prolongar indefinidamente o conflito . "É aquela ideia de empurrar, de arrastar a guerra até o limite para tentar ganhar na fadiga política", avaliou.

    Ucrânia cessa ataques a petroleiros em porto russo a pedido dos EUA, diz FT
    Ucrânia cessa ataques a petroleiros em porto russo a pedido dos EUA, diz FT — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Magnotta ressaltou ainda que a liderança de Zelensky chegou a ser questionada internamente , algo que ela considera natural em um país que vive há tanto tempo sob os efeitos do conflito.

    "A guerra na Ucrânia segue sendo um dos teatros de conflito mais importantes do mundo, e, ainda hoje, triangulando interesses geopolíticos, assim como era lá no princípio", afirmou.

    Putin ameaça apreender navios de países da União Europeia
    Putin ameaça apreender navios de países da União Europeia — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Ucrânia diz ter retomado 745 km² de território ocupado pela Rússia em 2026
    Ucrânia diz ter retomado 745 km² de território ocupado pela Rússia em 2026 — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Ucrânia cessa ataques a petroleiros em porto russo a pedido dos EUA, diz FT
    Ucrânia cessa ataques a petroleiros em porto russo a pedido dos EUA, diz FT — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/analise-julho-registra-recorde-de-mortes-na-ucrania-em-quatro-anos/.

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