Análise: Confiança sofre golpe pesado e terá que juntar os cacos pela salvação na Série C
Até os 40 minutos do segundo tempo nesta segunda-feira, o cenário para o Confiança na Série C era de respiro. Afinal, o time proletário vencia por 1 a 0 o Paysandu em plena Curuzu, e via o Anápolis tropeçar contra o Guarani, em combinação que tirava a equipe do Z-2. Mas de repente, tudo mudou. O Confiança levou uma virada relâmpago, perdeu para o Paysandu por 2 a 1, e viu o rival goiano vencer o Guarani com um gol no fim pelo mesmo placar. Com isso, o Dragão segue na lanterna. Pior do que isso, levou um golpe duríssimo na luta pela salvação. Faltando três rodadas para o fim da Série C, terá qu
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Até os 40 minutos do segundo tempo nesta segunda-feira, o cenário para o Confiança na Série C era de respiro. Afinal, o time proletário vencia por 1 a 0 o Paysandu em plena Curuzu, e via o Anápolis tropeçar contra o Guarani, em combinação que tirava a equipe do Z-2.
Mas de repente, tudo mudou. O Confiança levou uma virada relâmpago, perdeu para o Paysandu por 2 a 1 , e viu o rival goiano vencer o Guarani com um gol no fim pelo mesmo placar. Com isso, o Dragão segue na lanterna.
Pior do que isso, levou um golpe duríssimo na luta pela salvação. Faltando três rodadas para o fim da Série C, terá que juntar os cacos enquanto vê o fantasma do rebaixamento cada vez mais próximo.
Paysandu x Confiança — Foto: Fernando Torres
Para o jogo desta segunda-feira, Ricardo Resende mudou bastante. O 4-3-3 seguiu, mas o técnico colocou Mateus Ludke na lateral direita, avançou Valdir Júnior para a ponta, trouxe Guilherme Nunes para o meio, e escalou Pedro Felipe na ponta esquerda.
Porém, a novidade que mais surpreendeu foi no comando do ataque. Luiz Thiago, recém-chegado do América-RN e que desembarcou em Aracaju na última sexta-feira, já chegou como titular.
A postura do Confiança durante quase toda a partida na Curuzu foi estritamente defensiva. O time proletário se segurava como podia e apostava em raras escapadas em velocidade para buscar alguma estocada. Nisso, acabou surgindo o principal nome do time na noite.
O goleiro Matheus Emiliano teve atuação inspirada, e foi acumulando grandes defesas. Foram quatro só na primeira etapa, com destaque para três grandes intervenções em um chute de Italo e dois de Marcinho, em um intervalo de nove minutos.
PK, mais uma vez, era o escape no meio campo. Quando ele conseguia uma escapada, o Confiança chegava trazendo algum perigo. Foi dele a jogada que gerou uma falta na entrada da área, aos 44 minutos do primeiro tempo.
Falta esta que o zagueiro Ícaro cobrou com perfeição e colocou no fundo das redes. Era o melhor cenário possível para o Confiança: 1 a 0 a favor na reta final do primeiro tempo, diante de um Paysandu pressionado, encarando vaias e protestos da torcida.
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Comemoração do gol do Confiança contra o Paysandu — Foto: Fernando Torres
No segundo tempo, as mudanças de Ricardo Resende tornaram o time ainda mais defensivo, com as entradas de Matheus Julião, Madison, Breyner Camilo, Iago e Gabriel Zeca. O Confiança não finalizou no alvo na etapa final, e se segurava como podia por uma vitória que serviria como grande alívio.
Italo já havia acertado a trave aos 41 minutos, e no minuto seguinte, cabeceou livre na área, sem chances para Matheus Emiliano. Dessa vez, o goleiro não conseguiu evitar o empate.
O jogo se transformou. A Curuzu, que era uma panela de pressão contra o próprio time mandante, virou um caldeirão de apoio. A torcida entrou de vez no jogo, o Paysandu sentiu o rival nas cordas, e o pior para o lado azulino aconteceu.
Aos 46 minutos, cobrança de falta da esquerda, e Pedro Carrerete cabeceou para o fundo das redes. A tão sonhada vitória fora de casa escapou nos últimos minutos, e o Confiança segue como o pior visitante da Série C, sem nenhum triunfo longe de seus domínios.
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Ítalo comemora o gol da vitória do Paysandu — Foto: Fernando Torres
Para piorar, o Anápolis virou sobre o Guarani com um gol aos 46 minutos do segundo tempo e saltou na tabela. Agora o Confiança segue na lanterna com 12 pontos, três atrás do próprio time goiano, que deixou o Z-2. Entre eles, o Barra em 19º com 13, que entrou na zona.
Porém, mais do que o resultado, a derrota em Belém tem um componente psicológico fortíssimo para o Confiança. Afinal, como se recuperar e juntar os cacos pela salvação depois de um revés tão duro?
Revés este que, diga-se, não é inédito. O Confiança já havia perdido justamente para o Barra por 2 a 1, em casa, sofrendo um gol nos acréscimos. Contra o Paysandu, o filme se repetiu.
O Dragão terá três decisões: pega Maringá e Anápolis (jogo que ganha contornos cada vez mais dramáticos) em casa, e visita a Ferroviária na rodada final. Antes de fazer qualquer cálculo, o primeiro passo é vencer as três partidas.
Mas a sensação para o torcedor azulino depois desta derrota é que, caso o rebaixamento se concretize, derrotas como a desta segunda-feira serão lembradas como pontos chave na péssima campanha.
O Confiança precisará se remontar de um jeito que talvez nem ele mesmo saiba como para buscar uma arrancada final e evitar o rebaixamento à Série D. O tempo é cada vez mais curto.
Publicado originalmente por GE Esportes. Leia a matéria completa em https://ge.globo.com/se/futebol/times/confianca/noticia/2026/08/10/analise-confianca-sofre-golpe-pesado-e-tera-que-juntar-os-cacos-pela-salvacao-na-serie-c.ghtml.
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