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    Análise: como Omã passou de mediador a alvo das ameaças de Trump

    Presidente dos EUA disse que bombardearia o país se ele atrapalhasse esforços americanos no estreito

    CNN Brasil
    22 de agosto de 2026 às 11:00
    Análise: como Omã passou de mediador a alvo das ameaças de Trump
    Foto: CNN Brasil

    O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou no início desta semana atacar Omã caso o país interfira nos esforços americanos no Estreito de Ormuz.

    “Se Omã atrapalhar, vamos bombardear aquela merda toda”, disse Trump em uma entrevista à Fox News na segunda-feira, enquanto Teerã afirmava que as negociações com Mascate sobre a importante via marítima continuavam.

    Omã, um aliado histórico dos EUA, tentou atuar como mediador entre os Estados Unidos e o Irã antes e durante o conflito, especialmente ao sediar negociações nucleares entre Teerã e Washington antes do início da guerra, em fevereiro.

    Ilustração mostra mapa do Estreito de Ormuz • 23 de março de 2026REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa · • 23 de março de 2026REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa
    Ilustração mostra mapa do Estreito de Ormuz • 23 de março de 2026REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa · • 23 de março de 2026REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Um dia antes de os EUA e Israel atacarem o Irã, em 28 de fevereiro, o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, afirmou que o Irã havia concordado em não armazenar urânio enriquecido, o que significaria que nunca teria material suficiente para produzir uma arma nuclear caso chegasse a um acordo com os EUA.

    No dia seguinte, após os ataques americano-israelenses, Albusaidi disse estar “desapontado” porque as “negociações ativas e sérias” entre os EUA e o Irã haviam sido “mais uma vez prejudicadas”.

    Em março, Albusaidi classificou a guerra contra o Irã como o “maior erro de cálculo” do governo Trump. Dias depois, publicou no X: “Independentemente da sua opinião sobre o Irã, esta guerra não foi provocada por eles.”

    Trump critica liderança do Irã e exige acordo ou rendição total
    Trump critica liderança do Irã e exige acordo ou rendição total — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Nos meses seguintes, Omã trabalhou com o Irã na elaboração de protocolos para reabrir o Estreito de Ormuz.

    Em maio, Trump ameaçou Omã pela primeira vez , dizendo que o país “vai se comportar como todo mundo, ou teremos que explodi-los”.

    Semanas depois, um alto funcionário do governo americano disse a jornalistas que Omã havia sido “duplo” durante os esforços de negociação com o Irã — e que, por isso, “os retiramos” do papel de mediador.

    Análise: "Eles são a escória, pessoas doentes", diz Trump sobre Irã
    Análise: "Eles são a escória, pessoas doentes", diz Trump sobre Irã — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

    EUA vigiarão Estreito de Ormuz, mas nenhum país vai controlá-lo, diz Trump
    EUA vigiarão Estreito de Ormuz, mas nenhum país vai controlá-lo, diz Trump — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Trump critica liderança do Irã e exige acordo ou rendição total
    Trump critica liderança do Irã e exige acordo ou rendição total — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Análise:
    Análise: — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    EUA vigiarão Estreito de Ormuz, mas nenhum país vai controlá-lo, diz Trump
    EUA vigiarão Estreito de Ormuz, mas nenhum país vai controlá-lo, diz Trump — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/analise-como-oma-passou-de-mediador-a-alvo-das-ameacas-de-trump/.

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