Ana Paula Renault, que venceu o BBB 26, atrai fãs eufóricos para mesa do SP2B
Vencedora do Big Brother Brasil, Ana Paula Renault parecia uma diva pop no SP2B desta sexta. Ou, ao menos, foi o que o público deu a entender enquanto via sua mesa, no palco Bespoke. Horas antes do bate-papo, fãs da jornalista já formavam uma enorme fila para garantir bons lugares ali. Leia mais (08/14/2026 - 20h55)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Vencedora do Big Brother Brasil, Ana Paula Renault parecia uma diva pop no SP2B desta sexta. Ou, ao menos, foi o que o público deu a entender enquanto via sua mesa, no palco Bespoke. Horas antes do bate-papo, fãs da jornalista já formavam uma enorme fila para garantir bons lugares ali.

Com uma vasta lista de painéis, o festival SP2B tem parceria com a Folha e discute empreendedorismo e inovação até este domingo, no parque Ibirapuera.
Renault conversou com quatro empreendedores da moda, Daniela Lima, da Nega Lora Acessórios, Julia Maria, da Ser’Tão Encantado, Cristiano Bronzatto, da Louloux Shoes, e Juliana Detilio, da Fitlegs. A conversa mostrou como cada um alavancou suas vendas e número de seguidores graças à participação e à onda de sucesso de Renault no reality .
Bronzatto, por exemplo, contou como um sapato de sua marca chegou a esgotar após a jornalista arremessar o modelo em outro participante durante o programa. Outras peças nem precisaram de briga para viralizar, caso de um lenço da Ser’Tão Encantado que a "sister" usava no programa.

"A Globo pôs um holofote em cima de todos nós, eu me incluo", disse Renault. "Mas se não fossem o talento e o trabalho muito árduo que vocês sempre praticaram, nada teria ido para frente ou alcançado esses números maravilhosos que vocês conseguiram."
"Estou vestindo todas as marcas que vão estar aqui", anunciou a ex- BBB assim que pisou no palco ao som de gritos bem eufóricos vindos do público, o que até então não tinha sido visto em nenhum outro painel do festival.
A ex-BBB relembrou alguns dos apelidos que ganhou dos "brothers", como "bruxa" e "feiticeira", além de brigas que a consagraram como o ícone da edição.

Mais cedo, a psicanalista Carol Tilkian , colunista do jornal, participou de um bate-papo com Juliana Sawaia, cientista e consultora, e Carol Romano, uma das fundadoras da Futuro. No espaço Beginning, conversaram sobre as relações humanas na era contemporânea, abordando trabalho, amor e o vício em telas.
"A gente está se relacionando menos. As pessoas querem relações, mas não querem se relacionar", afirmou Tilkian. "Existe um medo de não ser bom o suficiente para o outro, seja para um parceiro romântico, familiar ou de trabalho. Estão trazendo a lógica produtiva para as relações pessoais."
A psicanalista ainda disse que "em uma época de canetinhas emagrecedoras, as pessoas também não querem pesar as relações". Ou seja, evitam desabafar sobre suas insatisfações, o que pode gerar problemas a longo prazo.

Segundo Tilkian, tudo se torna pior com o vício em telas, já que existe a tendência de se comparar o tempo todo e ter dificuldades para se concentrar até mesmo em conversas com quem amamos.
No horário de almoço, um debate sobre a relação da geração Z com o mercado de trabalho lotou o espaço Beyond. No palco estavam Mari Galindo, autora de "GenZ: A Geração Não Óbvia" e fundadora da Nice House, e Felipe Zanucci, executivo do LinkedIn. O painel girou em torno de estereótipos associados àqueles nascidos entre os anos de 1995 e 2010.
Desde que parte dessa geração começou a trabalhar, se popularizou a ideia de que ela seria arrogante e preguiçosa. A percepção, no entanto, surge devido a um choque geracional sobre o que é negociável, segundo Galindo.
A escritora afirmou que, ao contrário de gerações anteriores, a Z tende a adaptar seu esforço profissional de acordo com o contexto. "‘Vestir a camisa da empresa’ ganhando salário mínimo? Não, se o salário é mínimo, o esforço vai ser mínimo também."
Além disso, ela explicou que essa geração costuma migrar de emprego com frequência porque não vê a permanência como um sinônimo de sucesso. O mesmo vale para a maneira como jovens veem cargos de liderança —não é o principal objetivo deles. Outros fatores têm mais peso, como reconhecimento e remuneração.
"A geração Z quer pagar as contas, não que o trabalho seja o centro da vida dela", disse a escritora. Ela também enfatizou que muitos estereótipos são reducionistas, por ignorarem as individualidades de cada pessoa e a desigualdade social. "No Brasil, muita gente nem tem a opção de não trabalhar. Nas periferias, tem quem começa a ajudar em casa com nove anos", disse. "Mais de 25% da população brasileira é ‘gen Z’. Não dá para generalizar."
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/08/ana-paula-renault-que-venceu-o-bbb-26-atrai-fas-euforicos-para-mesa-do-sp2b.shtml.

A jornalista Ana Paula Renault em mesa no SP2B, no parque Ibirapuera, em São Paulo - Felipe Iruatã/Folhapress · Felipe Iruatã/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

