Amigas que se conheceram na adolescência e se chamavam de “irmãs” descobrem que eram parentes de verdade após teste de DNA
Adotadas por famílias diferentes, Meena Geltink e Minal Tijssen se conhecem na adolescência e só décadas depois descobrem a ligação biológica

Um teste de DNA realizado quase 30 anos depois de um primeiro encontro revelou que duas amigas de infância eram, na verdade, irmãs biológicas. Meena Geltink e Minal Tijssen nasceram na Índia, foram adotadas ainda bebês por famílias diferentes na Holanda e se conheceram em 1996, durante um encontro de pessoas adotadas.
Na adolescência, as duas perceberam semelhanças físicas e desenvolveram uma amizade que durou anos. A proximidade era tanta que chegaram a se chamar de “irmãs” como uma brincadeira. O parentesco, no entanto, só foi confirmado em 2026, quando Minal realizou um teste genético para investigar suas origens familiares e encontrou Meena entre as correspondências de DNA.
Meena e Minal se conheceram quando tinham cerca de 14 anos, durante um encontro para pessoas adotadas na Holanda. As duas haviam nascido em Mumbai, na Índia, no início dos anos 1980, e foram adotadas por famílias diferentes no país europeu.

A semelhança entre elas chamou a atenção desde o primeiro contato. Além da aparência, as duas praticavam esportes e tinham interesses parecidos. A amizade continuou depois do encontro, e elas passaram cerca de seis anos trocando cartas e mantendo contato.
Na época, Meena e Minal costumavam se chamar de “Sis” , uma abreviação de “sister”, irmã em inglês. O apelido fazia parte da relação entre as duas e não tinha, até então, nenhuma relação com um possível parentesco.
Com a chegada da vida adulta, porém, a amizade perdeu frequência. Minal se mudou para a França, enquanto Meena permaneceu na Holanda. As duas ficaram cerca de 15 anos sem se falar.

A busca pelas próprias origens continuou de forma independente. Meena fez um teste de DNA pela MyHeritage em 2017, na tentativa de encontrar informações sobre sua família biológica. Na época, o exame não identificou parentes próximos, e ela acabou deixando de acompanhar os resultados.
Minal fez o mesmo tipo de teste em 2026. Quando recebeu os resultados, encontrou Meena entre as correspondências de parentesco mais próximas, identificada como uma possível irmã.
O resultado chamou a atenção porque Minal já conhecia aquela pessoa. Ela procurou Meena pelo Facebook e enviou uma captura de tela da correspondência genética , perguntando se a antiga amiga também havia recebido a notificação.

A descoberta também ajudou a explicar as semelhanças que haviam percebido quando se conheceram. Até então, nenhuma das duas sabia que tinha uma irmã biológica .
Depois da confirmação do parentesco, Meena e Minal retomaram o contato e passaram a conversar diariamente. O reencontro presencial ocorreu em 11 de agosto de 2026, em 's-Hertogenbosch, na Holanda.
As duas levaram fotografias da época em que eram adolescentes e compararam as imagens durante o encontro. Também conversaram sobre suas histórias de adoção e sobre o período em que ficaram sem contato

Meena tem 43 anos e Minal, 44. As duas continuam vivendo em países diferentes, mas passaram a manter uma relação próxima depois da descoberta. Em entrevista à Reuters, Minal resumiu a relação entre elas ao dizer que as duas foram amigas antes de serem irmãs.
O caso ganhou repercussão depois que o teste genético identificou um parentesco que nenhuma das duas conhecia. Para além da amizade iniciada na adolescência, a análise de DNA permitiu que Meena e Minal confirmassem uma ligação familiar que permaneceu desconhecida por mais de quatro décadas.



Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/curiosidades/amigas-que-se-conheceram-na-adolescencia-e-se-chamavam-de-irmas-descobrem-que-eram-parentes-de-verdade-apos-teste-de-dna/.

Um teste de DNA realizado quase 30 anos depois de um primeiro encontro revelou que duas amigas de infância eram, na verdade, irmãs biológicas. Meena Geltink e Minal Tijssen nasceram na Índia, foram adotadas ainda bebês por famílias diferent — Foto: CNN Brasil
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