American Airlines reorganiza alta liderança enquanto CEO é pressionado para reduzir distância de rivais
A American Airlines está reorganizando sua alta administração, ampliando a supervisão de suas equipes comerciais e operacionais e contratando um ex-executivo da Spirit Airlines para comandar as operações técnicas. O CEO, Robert Isom, tem sido pressionado para reduzir a diferença de lucros da companhia aérea em relação às rivais. Leia mais (08/12/2026 - 19h40)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
A American Airlines está reorganizando sua alta administração, ampliando a supervisão de suas equipes comerciais e operacionais e contratando um ex-executivo da Spirit Airlines para comandar as operações técnicas. O CEO, Robert Isom, tem sido pressionado para reduzir a diferença de lucros da companhia aérea em relação às rivais.

Em um comunicado aos funcionários visto pela Reuters, Isom reconheceu uma "diferença significativa" entre o desempenho atual da American e o patamar em que, segundo ele, a companhia deveria estar. Ele afirmou que as mudanças eram o "primeiro passo de uma série de ações" destinadas a fortalecer a equipe, melhorar o alinhamento e acelerar a execução.
A diferença de lucros da empresa em relação à Delta Air Lines e à United Airlines já era grande antes do recente choque nos combustíveis causado pela guerra no Irã .
O ex-diretor de operações da Spirit Airlines, John Bendoraitis, ingressará na American para liderar as operações técnicas, em uma das várias mudanças voltadas para a melhoria do desempenho. O diretor comercial Nat Pieper acrescentará marketing e gestão da marca às suas atribuições; a diretora de atendimento ao cliente Heather Garboden assumirá as áreas de reservas e recuperação de serviços; e JC Gulbranson passará a responder também por aeroportos e planejamento.

O diretor de comunicação Ron DeFeo está deixando o cargo, segundo o comunicado. Caroline Clayton ficará responsável pela comunicação, e Steve Neuman, pelas relações governamentais.
Garboden, Gulbranson, Clayton e Neuman passarão a integrar a equipe de alta liderança da American.
A American prevê um resultado próximo do ponto de equilíbrio em 2026, já que a alta dos preços do combustível de aviação anulou os ganhos decorrentes do aumento da receita. Delta e United esperam lucros sólidos.

A pressão sobre Isom já vinha aumentando antes da crise causada pela guerra. No início deste ano, comissários de bordo pediram uma mudança na liderança, enquanto o sindicato dos pilotos questionou se a atual equipe de gestão é capaz de reduzir a diferença nos resultados financeiros.
O presidente do sindicato dos pilotos, Nick Silva, comparou recentemente a perspectiva de equilíbrio financeiro da American com os lucros das rivais, argumentando que "a alta dos custos dos combustíveis não está impedindo nossos concorrentes de inovar e obter lucratividade".
Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.
Em um comunicado aos pilotos na semana passada, Silva disse que o sindicato havia solicitado uma reunião com o conselho de administração da American para discutir preocupações sobre o futuro da empresa, mas que o pedido foi "rejeitado". Desde então, a entidade manteve conversas com analistas, investidores e outras interessados, afirmou ele.
"O consenso é claro: algo precisa mudar. A única pergunta é: ‘Quando?’", escreveu Silva.
Isom deixou claro que não está mudando de rumo, afirmando que a American tem "a estratégia certa e a equipe certa para colocá-la em prática", enquanto se concentra em expandir sua malha global, aumentar a receita do segmento premium e fortalecer seu programa de fidelidade AAdvantage.
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/american-airlines-reorganiza-alta-lideranca-enquanto-ceo-e-pressionado-para-reduzir-distancia-de-rivais.shtml.

Aviões da American Airlines no aeroporto LaGuardia, em Nova York - Shannon Stapleton - 23.mar.26/Reuters · Shannon Stapleton - 23.mar.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

