América Latina começa a reagir no fluxo global após ficar para trás entre emergentes
Fluxo estrangeiro mercados emergentes. Imagem gerada com uso de IA " data-image-caption=" Fluxo estrangeiro mercados emergentes. Imagem gerada com uso de IA " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/fluxo-estrangeiro.jpg?fit=1280%2C720&quality=70&strip=all" />LatAm passa a mostrar recuperação nos fluxos, enquanto mercados emergentes recebem recursos pela segunda semana seguida The post América Latina começa a reagir no fluxo global após ficar para trás entre emergentes appeared first on InfoMoney .

A América Latina começa a dar sinais de reação no fluxo global de recursos. No levantamento mais recente do Deutsche Bank, a região ainda aparece abaixo da média do último ano, mas agora está no grupo de mercados que mostram recuperação.
O movimento ocorre enquanto os mercados emergentes continuam recebendo recursos . Na semana encerrada em 16 de setembro, fundos de emergentes tiveram entrada de US$ 1,4 bilhão, pelo segundo período consecutivo, enquanto os fundos dedicados à América Latina receberam US$ 0,3 bilhão.
Os dados fazem parte do relatório “Investor Positioning and Flows”, do Deutsche Bank Research.

A melhora acontece em uma semana de forte entrada de recursos em ações globalmente. Os fundos de ações receberam US$ 79,3 bilhões, maior volume em três meses, puxados principalmente pelos Estados Unidos, com US$ 63,8 bilhões.
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O fluxo para mercados emergentes permaneceu positivo em setembro. Além dos US$ 1,4 bilhão recebidos pelo grupo na semana mais recente, o relatório mostra diferenças importantes dentro desse universo.

A Ásia excluindo o Japão recebeu US$ 1,8 bilhão, com entradas de US$ 3,2 bilhões na China e US$ 1,7 bilhão em Taiwan. A Coreia, por outro lado, registrou saída de US$ 2,5 bilhões.
Já os fundos amplos de emergentes, classificados como broad-EM, tiveram saída de US$ 0,9 bilhão na semana.
A fotografia dos fluxos, porém, continua favorável para o conjunto dos emergentes. Na comparação com a média do último ano, EM (mercados emergentes) aparece com fluxo acima da média e ainda em alta.

Estudo do Itaú conclui que a desvalorização recente da moeda americana está mais ligada ao aumento da aversão institucional aos Estados Unidos do que a tarifas ou fundamentos econômicos, enquanto inteligência artificial e prêmio de risco ajudam a explicar o movimento dos juros de longo prazo.
É na América Latina que aparece a principal mudança em relação ao cenário observado anteriormente. No início de setembro, o InfoMoney mostrou que os emergentes vinham recuperando o fluxo global, mas a América Latina ainda ficava para trás .
No gráfico de tendências do Deutsche Bank, LatAm ainda está abaixo da média do último ano, mas agora aparece no quadrante de recuperação. Os fundos broad-EM estão em situação semelhante: abaixo da média, porém com melhora nas últimas quatro semanas.

Já EM permanece no quadrante de fluxo acima da média e em alta. A diferença mostra que a recuperação continua desigual entre os mercados emergentes, mas a América Latina passou a apresentar uma direção mais favorável.
Os dados do relatório não permitem afirmar que esse movimento esteja se traduzindo especificamente em maior entrada de recursos no mercado brasileiro .
Como principal mercado acionário da América Latina, porém, o Brasil ganha relevância para acompanhar caso a melhora observada nos emergentes passe a alcançar a região com maior intensidade.






Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/america-latina-reage-fluxo-global-mercados-emergentes/.

Os fluxos acumulados, em 12 meses, para EM Equity (ações de mercados emergentes, linha rosa-salmão) se recuperaram a partir de junho e seguem em terreno positivo em setembro. Dados até 16 de setembro. Fonte: Deutsche Bank Research, com dado — Foto: InfoMoney
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