Economia

    Ameaça de míssil portátil fez Serviço Secreto esconder Trump em jato na Turquia

    Um caminhão de abastecimento de refeições está estacionado do outro lado do Air Force One, antes da partida do presidente dos EUA, Donald Trump, de Ancara com destino a Washington, após sua participação na cúpula dos líderes da Otan, no Aeroporto Esenboga, em Ancara, Turquia 8 de julho de 2026 REUTERS/ABC-TV/Pool " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2026-08-12T185328Z_1_LYNXMPEM7B1GM_RTROPTP_4_USA-TRUMP-AIR-FORCE-ONE.jpg?fit=1280%2C904&quality=70&strip=all" />Informação de inteligência apontava risco de ataque com míssil de ombro durante cúpula da Otan em

    InfoMoney
    12 de agosto de 2026 às 20:52
    Ameaça de míssil portátil fez Serviço Secreto esconder Trump em jato na Turquia
    Foto: InfoMoney

    Um caminhão de abastecimento de refeições está estacionado do outro lado do Air Force One, antes da partida do presidente dos EUA, Donald Trump, de Ancara com destino a Washington, após sua participação na cúpula dos líderes da Otan, no Aeroporto Esenboga, em Ancara, Turquia 8 de julho de 2026 REUTERS/ABC-TV/Pool

    Uma ameaça de que o ⁠Air Force One pudesse ser alvo de um míssil portátil lançado do ⁠ombro levou o Serviço Secreto a transferir secretamente o presidente norte-americano, Donald Trump, para um jato ‌governamental sem identificação durante uma visita à Turquia no mês passado, afirmou nesta quarta-feira (12) uma pessoa a par do assunto.

    A ameaça surgiu no último dia da visita de Trump a Ancara para a cúpula da Otan, ‌em meio a tensões crescentes com o Irã, disse a fonte. O Serviço Secreto considerou a ameaça crível e iminente, o que levou a uma operação extraordinária para ocultar os movimentos do presidente dos Estados Unidos.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    A fonte se recusou a revelar a origem da informação, mas afirmou que as autoridades tiveram pouco tempo para se preparar e elaboraram os planos no último minuto.

    Trump e um pequeno grupo de assessores utilizaram um caminhão de abastecimento de refeições ⁠para, ‌discretamente, transferi-los da grande aeronave presidencial azul e branca para um jato C-32A menor e discreto para o ⁠voo de saída da Turquia em 8 de julho, enquanto o Air Force One partiu separadamente transportando altos funcionários do governo, equipe da Casa Branca e a imprensa que acompanhava a viagem, segundo a fonte.

    Trump disse aos repórteres na terça-feira que fez a troca sob orientação do Serviço Secreto, responsável pela segurança presidencial. Ele voou de Ancara para uma escala de reabastecimento no Reino Unido sem incidentes.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    A ⁠Casa ‌Branca não divulgou a mudança, que permaneceu em segredo até que o “Washington Post” ⁠noticiou o fato pela primeira vez na segunda-feira

    “Na verdade, ​acho que o avião em que voei corria maior risco”, disse Trump aos repórteres, sem apresentar provas. “Acho que corria maior risco porque esse seria o avião que, na minha opinião, eles teriam mais chances de ​atacar.”

    Os presidentes dos EUA, incluindo Trump, ocasionalmente viajam em sigilo ao visitar zonas de guerra ou regiões de alto risco, a fim de manter a segurança. Mas essas viagens normalmente envolviam aviso prévio aos jornalistas que acompanhavam o presidente.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Alguns membros da imprensa foram avisados com antecedência sobre uma viagem do presidente George W. Bush a Bagdá no Dia de Ação de Graças de 2003. Outros membros da imprensa que cobriam o feriado ‌de Ação de Graças de Bush em Crawford, no Texas, foram enganados, no ​entanto. Informados de que Bush passaria o feriado com a família, ficaram chocados quando o presidente apareceu repentinamente no Iraque.

    A fonte afirmou nesta quarta-feira que o Serviço Secreto não tinha tempo a perder na Turquia.

    “Eles estavam se esforçando para impedir o que consideravam uma ⁠ameaça crível e iminente”, disse a fonte.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    O ​Washington Post divulgou pela primeira ​vez os detalhes da operação nesta semana, mais de um mês após sua realização.

    O New York Times informou que autoridades norte-americanas ficaram alarmadas ao ⁠descobrir que os iranianos sabiam onde Trump estava hospedado em ​Ancara, incluindo o andar exato de seu hotel.

    A bordo do jato Air Force One, agora considerado uma isca, estavam o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio — que, segundo a fonte, foi informado sobre a manobra —; o secretário do Tesouro, Scott ​Bessent; o diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung; e vários outros assessores, além da equipe de imprensa habitual de 13 pessoas, que incluía um correspondente e um fotógrafo da ​ Reuters .

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    O vice-chefe de gabinete da Casa ⁠Branca, Dan Scavino, a assistente executiva Natalie Harp e o diretor de operações do Salão Oval, Walt Nauta, seguiram com Trump, disse a fonte.

    Alguns ⁠comentaristas da mídia e parlamentares questionaram se a operação colocou em risco os assessores de Trump e os jornalistas que viajavam com ele a bordo do avião que, supostamente, transportava o presidente.

    A fonte disse que foi determinado que era do interesse de Trump manter o ardil em segredo, à medida que as hostilidades se intensificavam com o Irã, que faz fronteira com a Turquia.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Autoridades turcas não se pronunciaram imediatamente sobre a ameaça.

    The post Ameaça de míssil portátil fez Serviço Secreto esconder Trump em jato na Turquia appeared first on InfoMoney .

    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mundo/ameaca-de-missil-portatil-fez-servico-secreto-esconder-trump-em-jato-na-turquia/.

    Imagem 1
    1 / 6

    Foto: InfoMoney

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)