Ambev (ABEV3): balanço deve ser positivo no 3T, mas sem bases fáceis de comparação
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A Ambev ( ABEV3 ) se prepara para divulgar os resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T626) em 29 de outubro, com expectativa de mais um período de crescimento, especialmente na operação de cervejas no Brasil.
O Bradesco BBI prevê outro trimestre positivo, principalmente impulsionado pela divisão cerveja brasileira, sustentado pelo ganho contínuo de participação de mercado, crescimento expressivo da receita em comparação com o mesmo período do ano anterior e uma curva de custos favorável.

Na avaliação do BBI, os resultados das demais divisões devem ser mistos, enquanto as despesas financeiras líquidas devem melhorar devido à redução dos custos de hedge e à desvalorização cambial na Bolívia, o que deve impulsionar o crescimento do lucro líquido.
Em base consolidada, o BBI espera receita líquida de R$ 21,2 bilhões, crescimento de 2% em relação ao ano anterior, com volumes reportados 0,7% menores em relação ao ano anterior. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) deve atingir R$ 7,3 bilhões, alta de 3% em relação ao ano anterior, com margem de 34,2%, enquanto o lucro líquido ajustado deve totalizar R$ 3,9 bilhões, um crescimento de 20% na base anual.
A XP Investimentos, por sua vez, acredita que Ambev deve apresentar mais um trimestre de crescimento, mas com sinais de desaceleração no ritmo operacional. A corretora projeta alta de 5,2% na receita líquida e de 7,9% no EBITDA na comparação anual, enquanto o Itaú BBA estima EBITDA de R$ 7,4 bilhões e lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, em linha com as expectativas do mercado.

Na última linha do balanço, a XP espera comparações difíceis devido à base elevada do terceiro trimestre de 2025, que contou com efeitos não recorrentes relacionados à venda de Barbados e ganhos tributários relevantes. Com isso, as linhas financeira e de impostos devem passar por uma normalização.
Além dos números operacionais, a alocação de capital deve ganhar destaque no resultado. A XP vê espaço para discussões sobre um novo programa de recompra de ações ou o pagamento de dividendos extraordinários, mas considera mais provável a primeira alternativa. O Itaú BBA também aponta a remuneração aos acionistas como um potencial catalisador para os papéis.
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Para a operação brasileira, o Itaú BBA estima crescimento de 3% nos volumes de cerveja, no piso das expectativas do mercado, que variam de 3% a 5%. Bases de comparação mais fáceis e tendências positivas nas vendas ajudaram o desempenho, mas o clima limitou o ritmo de crescimento no fim do trimestre.
Os custos mais favoráveis devem continuar ajudando a rentabilidade, embora parte dos ganhos seja compensada por maiores despesas comerciais e administrativas relacionadas à Copa do Mundo.
No Brasil, a XP reduziu de 5% para 4% a projeção de crescimento dos volumes de cerveja, diante de um setembro mais fraco após tendências favoráveis em julho e agosto. Por outro lado, a XP vê espaço para uma surpresa positiva nos preços, apoiada pela continuidade da premiumização e por repasses, o que pode favorecer a expansão das margens.

No exterior, o Itaú BBA espera uma recuperação mais lenta da Argentina, os desafios macroeconômicos na Bolívia e o desempenho mais fraco no Canadá devem limitar a contribuição das operações internacionais.
Na avaliação da XP, a operação da América Latina Sul deve apresentar melhora sequencial, beneficiada pela normalização das operações na Bolívia e por um ambiente inflacionário mais favorável na Argentina. Na América Central e Caribe, porém, a desconsolidação de Cuba e a venda de Barbados devem continuar pressionando os resultados. No Canadá, a expectativa é de mais um trimestre fraco, com tendências desfavoráveis da indústria e maior pressão competitiva sobre os volumes.
Para o quarto trimestre, a XP ressalta que os benefícios de condições climáticas favoráveis e das bases de comparação mais fáceis devem perder força, tornando o desempenho mais dependente da execução da Ambev frente aos concorrentes e das condições gerais da indústria.

O Itaú BBA e Bradesco BBI mantiveram a recomendação market perform (desempenho em linha com o mercado) para as ações da Ambev ( ABEV3 ), com preço-alvo de R$ 17 e R$ 15, respectivamente.
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Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/ambev-abev3-balanco-deve-ser-positivo-no-3t-mas-sem-bases-faceis-de-comparacao/.

Foto: InfoMoney
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