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    Amazonas mantém 94,6% de vegetação, mas enfrenta avanço de pressões em fronteiras e na BR-319, aponta MapBiomas

    Floresta Amazônica próxima de Manaus, capital do Amazonas Bruno Kelly/Reuters O estado do Amazonas registrou 94,6% de seu território no bioma coberto por vegetação nativa em 2025, garantindo a segunda posição no ranking de conservação da Amazônia, atrás apenas do Amapá. É o que aponta o estudo "Bioma Amazônia" feito pelo MapBiomas, divulgada nesta quarta-feira (14). Apesar dos índices robustos de preservação, o levantamento detalha que o estado enfrenta pressões crescentes em suas fronteiras e áreas de entorno, impulsionadas pelo avanço da infraestrutura e da agropecuária. 📲 Participe do cana

    G1
    14 de outubro de 2026 às 20:49
    Amazonas mantém 94,6% de vegetação, mas enfrenta avanço de pressões em fronteiras e na BR-319, aponta MapBiomas
    Foto: G1

    Floresta Amazônica próxima de Manaus, capital do Amazonas — Foto: Bruno Kelly/Reuters

    O estado do Amazonas registrou 94,6% de seu território no bioma coberto por vegetação nativa em 2025, garantindo a segunda posição no ranking de conservação da Amazônia, atrás apenas do Amapá. É o que aponta o estudo "Bioma Amazônia" feito pelo MapBiomas, divulgada nesta quarta-feira (14).

    Apesar dos índices robustos de preservação, o levantamento detalha que o estado enfrenta pressões crescentes em suas fronteiras e áreas de entorno , impulsionadas pelo avanço da infraestrutura e da agropecuária.

    Desmatamento na Amazônia pode estar entrando em nível irreversível, diz especialista
    Desmatamento na Amazônia pode estar entrando em nível irreversível, diz especialista — Foto: G1 · Fonte: G1

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    Confira abaixo a porcentagem de vegetação nativa na Amazônia em cada estado onde a floresta se faz presente:

    🌳 Amapá (AP): 95,5% 🌳Amazonas (AM): 94,6% 🌳Roraima (RR): 92,3% 🌳Acre (AC): 84,2% 🌳 Mato Grosso (MT): 61,7% 🌳Rondônia (RO): 59,1% 🌳Maranhão (MA): 49,8% 🌳Tocantins (TO): 24,6%

    O cerco na tríplice divisa entre Amazonas, Acre e Rondônia

    O reflexo dessas pressões atinge o Amazonas indiretamente por meio de suas divisas, com destaque para a região da AMACRO, zona de confluência entre os municípios do Amazonas, Acre e Rondônia .

    Embora ocupe 11% do bioma, essa área foi responsável por 13% de toda a perda de vegetação nativa registrada na Amazônia nos últimos 41 anos, acumulando uma redução de 7 milhões de hectares de florestas desde 1985, uma queda de 16%.

    O ritmo da destruição na região se intensificou na última década, período que concentrou a perda de 2,7 milhões de hectares entre 2015 e 2025. Impulsionada principalmente pela conversão do solo, a área de pastagem na zona de influência da AMACRO disparou e ficou cerca de 15 vezes maior desde 1985, acumulando um acréscimo de 6,6 milhões de hectares.

    🔎A AMACRO começou a ser idealizada em 2019 por lideranças do agronegócio, pesquisadores da Embrapa Territorial e governos do Acre, Amazonas e Rondônia. A proposta socioeconômica, que abrange 32 municípios na tríplice divisa dos estados, busca integrar bioeconomia, infraestrutura e regularização fundiária na região. O projeto foi oficializado pelo Governo Federal em novembro de 2021

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    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/14/amazonas-mantem-946percent-de-vegetacao-mas-enfrenta-avanco-de-pressoes-em-fronteiras-e-na-br-319-aponta-mapbiomas.ghtml.

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    Desmatamento na Amazônia pode estar entrando em nível irreversível, diz especialista — Foto: G1

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