Amazon, Mercado Livre e Uber: por que a distribuição ganha valor com a IA
Rede digital conecta comércio eletrônico, mobilidade, entregas e serviços, simbolizando o aumento do valor da distribuição com a inteligência artificial. " data-image-caption=" Com produtos digitais mais fáceis de replicar, plataformas com grandes redes de usuários e canais de distribuição podem ganhar importância. Imagem gerada com uso de IA. " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/ChatGPT-Image-18-de-set.-de-2026-20_07_03.jpg?fit=1280%2C720&quality=70&strip=all" />Arbor Capital avalia que a IA torna produtos digitais mais fáceis de replicar e aumenta o valo

Rede digital conecta comércio eletrônico, mobilidade, entregas e serviços, simbolizando o aumento do valor da distribuição com a inteligência artificial.
Com produtos digitais mais fáceis de replicar, plataformas com grandes redes de usuários e canais de distribuição podem ganhar importância. Imagem gerada com uso de IA.
A inteligência artificial facilitou a criação de novos produtos digitais e tornou softwares mais fáceis de replicar. Para Leonardo Otero, fundador da Arbor Capital, essa transformação aumenta o valor estratégico dos canais de distribuição.

Companhias com grandes bases de usuários e redes consolidadas de vendas tendem, nesse ambiente, a concentrar uma parcela maior do valor. É o caso de ecossistemas de comércio eletrônico como Amazon, Shopee e Mercado Livre e de plataformas de serviços como Uber, iFood, DoorDash e Airbnb.
“Se a gente for pensar, um produto digital é um software. Então o software, com a IA, sem dúvida ficou mais fácil de ser replicado. Faz muito sentido pensar que, em termos relativos, uma parte maior vai ficar para a distribuição do que ficava antes”, avaliou Otero.
A lógica apresentada pelo gestor é que a facilidade trazida pela IA para desenvolver produtos digitais aumenta, em termos relativos, a importância de quem já possui acesso a grandes contingentes de usuários e redes consolidadas de vendas.

Esse movimento também aparece na consolidação do chamado agentic commerce , modelo que permite integrar produtos e serviços digitais diretamente a ferramentas de inteligência artificial.
Amazon ( AMZO34 ), Shopee, Mercado Livre, Uber, iFood, DoorDash e Airbnb aparecem entre os exemplos citados nesse contexto.
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A concentração promovida pela internet também favoreceu negócios que funcionam com efeito de rede.
Otero cita a Carvana, plataforma de comércio de veículos, como exemplo. Ao levar para o ambiente virtual o mercado físico de carros usados, a companhia conquistou uma fatia relevante do setor nos Estados Unidos.
A tese reforça a importância da distribuição: quanto mais fácil fica replicar um produto digital, maior pode ser a parcela de valor concentrada nas empresas que já possuem grandes redes de usuários.

Outra frente acompanhada pela Arbor é a tokenização de ativos reais e financeiros por meio de blockchain.
O tema ganhou espaço na pauta de corretoras digitais como Robinhood Markets e de administradoras de mercados organizados como Nasdaq. O movimento também afeta operadoras de cartões como Visa e Mastercard, que acompanham a evolução das moedas digitais e das transações com criptomoedas.
A adoção, porém, ainda enfrenta barreiras regulatórias e indefinições sobre garantias jurídicas em disputas comerciais. Na avaliação de Otero, essas limitações ainda restringem o modelo nos mercados de capitais abertos e tornam mais lenta a expansão do formato on-chain (registrado e processado diretamente em uma blockchain).

“O grande desafio desse tema é os governos toparem e liberarem o blockchain. Às vezes, ele é visto como tendo um propósito meio anarquista, e os governos se sentem um pouco enfraquecidos com isso”, declarou Otero.
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Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/onde-investir/amazon-mercado-livre-uber-distribuicao-inteligencia-artificial/.

Foto: InfoMoney
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