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    Alzheimer pode deixar marcas no cérebro antes dos primeiros sinais, mostra estudo

    Estudo mostra mudanças estruturais no cérebro anos antes das placas de Alzheimer e levanta novas hipóteses sobre o início da doença O post Alzheimer pode deixar marcas no cérebro antes dos primeiros sinais, mostra estudo apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    2 de setembro de 2026 às 18:47
    Alzheimer pode deixar marcas no cérebro antes dos primeiros sinais, mostra estudo
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    Alterações cerebrais ligadas ao Alzheimer podem surgir pelo menos sete anos antes de as placas de amiloide serem detectadas em exames de PET. A descoberta veio de pesquisadores da Universidade de Oslo, que acompanharam adultos mais velhos e saudáveis durante quase duas décadas.

    O achado sugere que mudanças relacionadas à doença começam antes de os exames considerados mais sensíveis conseguirem identificá-las. Também abre uma questão importante: e se parte do processo tiver início antes mesmo do acúmulo de amiloide?

    Publicado na Nature Neuroscience , o estudo analisou pessoas mais velhas e cognitivamente saudáveis submetidas regularmente a exames de ressonância magnética (MRI) por quase 20 anos.

    A ressonância magnética revelou alterações cerebrais que antecederam a detecção das placas de Alzheimer. – Imagem: Ruangrit/iStock
    A ressonância magnética revelou alterações cerebrais que antecederam a detecção das placas de Alzheimer. – Imagem: Ruangrit/iStock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Esse acompanhamento prolongado permitiu descobrir quando as placas de amiloide apareceram pela primeira vez nas imagens de PET. Depois, os pesquisadores voltaram aos exames anteriores para procurar diferenças entre quem desenvolveu as placas e quem não apresentou esse sinal.

    As mudanças estruturais já estavam presentes pelo menos sete anos antes da detecção das placas.

    Descobrimos que alterações estruturais no cérebro ocorrem muitos anos antes de níveis elevados de placas serem vistos no PET, exame cerebral atualmente usado para identificar os primeiros sinais do Alzheimer.

    Identificar mudanças cerebrais antes das placas pode ajudar a entender melhor como o Alzheimer começa. – Imagem: meeboonstudio/Shutterstock
    Identificar mudanças cerebrais antes das placas pode ajudar a entender melhor como o Alzheimer começa. – Imagem: meeboonstudio/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A análise encontrou um padrão que antecede a presença visível das placas. Para Roe, trata-se do sinal mais precoce desse tipo identificado em exames cerebrais até agora.

    “Encontramos o sinal mais precoce já detectado em exames cerebrais, que pode ser útil para acompanhar a doença antes do surgimento dos sintomas e ajudar em uma detecção mais precoce”, disse o pesquisador.

    Anders Martin Fjell, professor do Departamento de Psicologia da Universidade de Oslo e chefe do LCBC, destacou outro aspecto do trabalho: os participantes ainda apresentavam bom funcionamento cognitivo quando essas alterações foram observadas.

    quebra-cabeça ilustrando caso de alzheimer
    quebra-cabeça ilustrando caso de alzheimer — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O resultado pode ser interpretado de duas maneiras. Os pesquisadores consideram que:

    A última possibilidade pode mudar a forma como os cientistas procuram tratamentos. Se essas alterações tiverem origem independente do amiloide, outras vias biológicas também precisarão ser investigadas.

    “Se a segunda hipótese estiver correta, isso sugere que é importante continuar desenvolvendo medicamentos que tenham como alvo processos diferentes do acúmulo de amiloide. Mas precisamos de mais pesquisas sobre isso”, afirmou Fjell.

    alzheimer
    alzheimer — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Por enquanto, o estudo não determina qual das duas explicações está correta. Ele mostra, porém, que mudanças estruturais podem anteceder por anos o primeiro sinal de placas detectável nos exames atuais — uma pista que pode ajudar a entender como o Alzheimer começa.

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    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    A ressonância magnética revelou alterações cerebrais que antecederam a detecção das placas de Alzheimer. – Imagem: Ruangrit/iStock
    A ressonância magnética revelou alterações cerebrais que antecederam a detecção das placas de Alzheimer. – Imagem: Ruangrit/iStock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Identificar mudanças cerebrais antes das placas pode ajudar a entender melhor como o Alzheimer começa. – Imagem: meeboonstudio/Shutterstock
    Identificar mudanças cerebrais antes das placas pode ajudar a entender melhor como o Alzheimer começa. – Imagem: meeboonstudio/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/02/medicina-e-saude/alzheimer-pode-deixar-marcas-no-cerebro-antes-dos-primeiros-sinais-mostra-estudo/.

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    A ressonância magnética revelou alterações cerebrais que antecederam a detecção das placas de Alzheimer. – Imagem: Ruangrit/iStock — Foto: Olhar Digital

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