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    Alvo do Gaeco, líder de quadrilha que pagava policiais civis segue foragido

    Thiago Magnabosco e o policial Vagner Ramalho são procurados; cinco alvos da Operação Merx foram presos nesta sexta-feira

    Metrópoles
    28 de agosto de 2026 às 15:22
    Alvo do Gaeco, líder de quadrilha que pagava policiais civis segue foragido
    Foto: Metrópoles

    Apontado pelo Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) como líder de uma organização criminosa especializada em introduzir clandestinamente eletrônicos no Brasil, principalmente celulares, o empresário Thiago Marcel Magnabosco ( imagem em destaque ) segue foragido.

    Segundo a investigação, ele comandava uma estrutura que transportava mercadorias sem o recolhimento dos impostos devidos e reservava parte do dinheiro do negócio para pagar policiais civis corruptos. Também permanece foragido o policial civil Vagner Ramalho ( veja galeria abaixo ), que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

    Parte da propina era paga em dinheiro vivo

    Reprodução/Instagram
    Reprodução/Instagram — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Carro a Polícia Civil durante escolta de carga de descaminho

    Outros cinco alvos foram presos nesta sexta-feira (28/8).

    São eles: os policiais civis Bruno Moreno dos Santos, José Adriano Pereira da Silva Nishi e Marcos Vinicius de Souza Melo, o advogado Sidiclei da Costa Almeida e o empresário Jonathan Renan Vieira. A Operação Merx é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ( Gaeco ), com apoio da Corregedoria Geral da Polícia Civil e do Departamento de Operações Estratégicas da Polícia Civil (Dope).

    Homem branco, de óculos escuros, barba e cabelo arrepiado - Metrópoles
    Homem branco, de óculos escuros, barba e cabelo arrepiado - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Documentos obtidos pela coluna mostram que Magnabosco é apontado como o responsável pelos pagamentos feitos em quatro episódios investigados, entre junho e dezembro de 2024. Os policiais supostamente interceptavam caminhões carregados com eletrônicos de descaminho e cobravam, como regra, 70% do valor da mercadoria para devolver toda ou parte da carga. A soma das cobranças identificadas chega a R$ 2,35 milhões.

    Segundo o Gaeco, Thiago chegou a negociar diretamente com um contato salvo como “Civil SP”. Em outras ocasiões, recorria a Sidiclei, apontado como intermediário entre o empresário e os agentes públicos. O advogado teria tratado dos “acertos”, indicado contas para transferências e auxiliado na retirada das mercadorias.

    A investigação sustenta que os pagamentos não eram improvisados. Para o MPSP, as propinas já estavam “mensuradas no risco do negócio” e integravam o modo de funcionamento da organização.

    Alvo do Gaeco, líder de quadrilha que pagava policiais civis segue foragido - destaque galeria
    Alvo do Gaeco, líder de quadrilha que pagava policiais civis segue foragido - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O caso começou a ser desvendado depois de outra prisão de Magnabosco. Ele foi detido em flagrante pela Polícia Federal em 17 de dezembro de 2024, em investigação por descaminho. O celular apreendido naquela ocasião acabou se tornando peça central da nova apuração.

    Conversas, comprovantes de transferências, fotografias e áudios encontrados no aparelho permitiram ao Gaeco reconstruir os supostos pagamentos e identificar policiais envolvidos. A Justiça afirma que Thiago teria uma estrutura logística interestadual, disponibilidade de recursos e canais de pagamento já testados para manter as operações. Apesar disso, o empresário continuou circulando. No último dia 4 , ele apareceu como uma das vítimas do roubo de uma carga de celulares avaliada em cerca de US$ 400 mil (R$ 2.077.920,00), em Ciudad del Este, no Paraguai. Como registrado na ocasião, Magnabosco e outro brasileiro foram abordados por homens armados. Uma das vítimas chegou a ser levada pelos criminosos antes de ser libertada.

    Informações divulgadas sobre a Operação Merx afirmam que Magnabosco estaria no Paraguai. Vagner Ramalho também continuava procurado até a publicação desta reportagem. A defesa deles não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

    Parte da propina era paga em dinheiro vivo
    Parte da propina era paga em dinheiro vivo — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Carro a Polícia Civil durante escolta de carga de descaminho
    Carro a Polícia Civil durante escolta de carga de descaminho — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Viatura escolta carga em rodovia de SP
    Viatura escolta carga em rodovia de SP — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Empresário Thiago Marcel Magnabosco
    Empresário Thiago Marcel Magnabosco — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/alfredo-henrique/alvo-do-gaeco-lider-de-quadrilha-que-pagava-policiais-civis-segue-foragido.

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