Alvo da Carbono Oculto usou empresa com filial em MS para lavar R$ 291,7 milhões em esquema de desvio de metanol
César Cirne Leal. Reprodução. O empresário César Cirne Leal, com atuação em Dourados, está entre os alvos da Operação Carbono Oculto, que investiga um suposto esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro, com conexões apontadas pelas autoridades com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a denúncia apresentada à Justiça de São Paulo, Cesar é apontado como responsável pela lavagem de R$ 291.725.256,36 relacionados ao esquema. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O g1 entrou em contato com a empresa do investigado, em Dourados, citada na i
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O empresário César Cirne Leal, com atuação em Dourados , está entre os alvos da Operação Carbono Oculto , que investiga um suposto esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro, com conexões apontadas pelas autoridades com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a denúncia apresentada à Justiça de São Paulo, Cesar é apontado como responsável pela lavagem de R$ 291.725.256,36 relacionados ao esquema.
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O g1 entrou em contato com a empresa do investigado, em Dourados, citada na investigação, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.
Além do empresário, outros 15 investigados foram denunciados à Justiça de São Paulo no âmbito da operação, no último dia 18 de agosto. Os detalhes da investigação foram divulgados nesta quarta-feira (26).
César Cirne Leal é apontado como responsável pela OREONN – Indústria e Comércio de Óleos Vegetais e Químicas Ltda., que possui filial em Dourados.
Conforme a investigação, embora a OREONN funcionasse como uma estrutura empresarial regular, Cesar teria utilizado a empresa para chancelar documentalmente aquisições de metanol realizadas junto a lideranças do esquema.
O metanol que era destinado à empresa em MS, na prática, era desviado para postos de combustíveis em São Paulo.
Segundo a denúncia à qual o g1 teve acesso, por meio da empresa, o investigado teria realizado transações simuladas com pessoas jurídicas de fachada e registradas em nome de laranjas, com o objetivo de ocultar ou dissimular recursos que, segundo o Ministério Público, seriam provenientes das atividades da organização.
A denúncia sustenta ainda que Cesar teria participado da ocultação ou dissimulação de valores milionários, tanto por meio de sua atuação pessoal quanto através de pessoas jurídicas sob sua gestão.
Mais de 10,8 milhões de litros de metanol
Como exemplo das operações investigadas, a força-tarefa aponta que a filial da OREONN, em Dourados, teria adquirido 10.827.108 litros de metanol entre janeiro e agosto de 2025.
O metanol é uma substância utilizada em processos industriais e pode ser empregado na adulteração de combustíveis. A ingestão é altamente tóxica e pode causar consequências graves, inclusive a morte.
A denúncia também menciona movimentações financeiras milionárias envolvendo empresas investigadas. Em apenas uma delas, no ano de 2020, a movimentação teria alcançado R$ 14.008.647,27.
Entre as acusações relacionadas a Cesar também estão a suposta emissão de duplicatas falsas e crimes contra a ordem tributária na esfera federal.
Segundo o documento, ele seria alvo de investigação da Polícia Federal em razão de supostas discrepâncias entre as movimentações da empresa, a receita declarada e os créditos efetivamente identificados.
Conforme o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de São Paulo, os 16 investigados foram denunciados por crimes relacionados à adulteração de combustíveis, falsidades documentais, fraudes contra o consumo, crimes fiscais e conexão com outras organizações criminosas independentes.
De acordo com os promotores de Justiça, os denunciados teriam integrado, promovido ou financiado uma organização criminosa voltada ao desvio de metanol, à adulteração de combustíveis e à lavagem de dinheiro.
“Beto Louco” também está entre os denunciados
Entre os denunciados está ainda o empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, apontado pelo Ministério Público como um dos principais financiadores do esquema.
Segundo a denúncia, ele teria utilizado empresas como Aster, Copape e Duvale para movimentar recursos milionários relacionados às atividades investigadas.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/08/27/alvo-do-mp-usou-empresa-com-filial-em-ms-para-lavar-r-2917-milhoes-em-esquema-de-desvio-de-metanol.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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