Alunos em risco: 33 escolas no Entorno funcionam sem inspeção dos bombeiros
Após 10 anos de acompanhamento do MPGO em Novo Gama, 14 escolas têm projetos, mas obras aguardam aprovação

Em uma emergência, segundos podem fazer diferença na retirada de crianças e funcionários de uma escola. A falta de equipamentos de combate a incêndio, iluminação de emergência, sinalização e rotas de fuga adequadas pode dificultar a evacuação. No Novo Gama, Entorno do Distrito Federal, o Ministério Público de Goiás (MPGO) acionou a Justiça para obrigar a prefeitura a regularizar as condições de segurança contra incêndio e pânico nas escolas municipais.
O MPGO acompanha o caso desde 2015, e, após 10 anos sem solução, recorreu à Justiça, em setembro de 2025. Na ação, a promotoria apontou que 31 escolas funcionavam sem o Certificado de Conformidade (Cercon), documento emitido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) . O processo também menciona um levantamento dos bombeiros que identificou pendências em 33 unidades escolares. O município tem 35 escolas municipais ao todo.
A Justiça determinou que a prefeitura regularize as 33 unidades, o equivalente a quase todas as escolas municipais. A decisão se tornou definitiva em 16 de setembro deste ano. Pelo cronograma, seis escolas devem ser adequadas em até 60 dias, e outras 27 têm prazo de 18 meses. A prefeitura também precisa informar à Justiça, a cada três meses, o andamento dos trabalhos. Segundo o MPGO, até a última atualização desta reportagem, nenhum relatório havia sido apresentado no processo.

Para o promotor de Justiça Yuri Rezende de Macedo, titular da 4ª Promotoria de Justiça de Novo Gama e responsável pelo caso, o recurso à Justiça foi necessário porque as tentativas de resolver o problema pela via administrativa não tiveram resultado ao longo de uma década.
“O procedimento administrativo tramitava há 10 anos e não houve solução da questão. Sendo assim, não pode o Ministério Público aguardar eternamente a solução extrajudicial de um problema que se arrasta há uma década”, afirmou.
O promotor também defende que a fiscalização dos prédios públicos seja contínua, para que eventuais falhas sejam identificadas e corrigidas antes que se prolonguem. “A fiscalização constante e o diagnóstico precoce sobre eventual desconformidade, com adoção de providências para reparar eventuais falhas, certamente conduzirá a resultados favoráveis”, disse.


Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/entorno/alunos-em-risco-33-escolas-no-entorno-funcionam-sem-inspecao-dos-bombeiros.

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo — Foto: Metrópoles
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