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    Alta umidade do ar embaça vidros de carros e casas em São Paulo

    Os paulistanos têm percebido um embaçamento acima do normal de vidros de carros e casas, além de portas de refrigeradores, nos últimos dois dias em São Paulo . Esse fenômeno é provocado pelo excesso de chuvas aliado às baixas temperaturas, o que deixa a atmosfera excessivamente úmida. Leia mais (09/10/2026 - 17h50)

    Folha de S.Paulo
    10 de setembro de 2026 às 20:50
    Alta umidade do ar embaça vidros de carros e casas em São Paulo
    Vidro embaçado com marcas de gotas de água escorrendo verticalmente, criando linhas irregulares em fundo escuro. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Os paulistanos têm percebido um embaçamento acima do normal de vidros de carros e casas, além de portas de refrigeradores, nos últimos dois dias em São Paulo . Esse fenômeno é provocado pelo excesso de chuvas aliado às baixas temperaturas, o que deixa a atmosfera excessivamente úmida.

    O excesso de umidade relativa do ar e as baixas temperaturas provocam o embaçamento de janelas e para-brisas de carros em período chuvoso - Pexels por Pixabay · Pexels por Pixabay
    O excesso de umidade relativa do ar e as baixas temperaturas provocam o embaçamento de janelas e para-brisas de carros em período chuvoso - Pexels por Pixabay · Pexels por Pixabay — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Às 18h de quarta-feira (9), o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências climáticas) da Prefeitura de São Paulo registrava na capital umidade relativa em torno de 98%, temperatura média de 19,8°C e céu encoberto. A previsão chegou a indicar umidade entre 83% e 99% ao longo do dia.

    Nesta quinta (10), o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) registrou umidade variando de 91% a 93% em quase todo o dia, com uma pequena baixa entre 9h e 11h, quando ficou em 80%. Os dados foram coletados na estação meteorológica do Mirante de Santana , na zona norte da cidade.

    Quando a umidade relativa fica tão alta, isso significa que o ar está muito saturado de vapor d’água. Assim, basta o vidro estar alguns graus mais frio que o ar para sua superfície atingir o ponto de orvalho e a água condensar sobre ele, como acontece por fora de um copo com bebida gelada.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O mesmo acontece nas vidraças das residências e em portas de refrigeradores e freezers. Dias chuvosos ou muito úmidos aumentam a quantidade de água suspensa no ar, que vira gotículas ao encostar no metal ou na porta fria.

    "A umidade relativa fica próxima de 100% porque a temperatura está baixa", diz Alexandre Nascimento, sócio-diretor e meteorologista da Nottus. "Umidade e umidade relativa são coisas diferentes. A relativa está próxima de 100% por dois motivos: primeiro porque a umidade está muito alta, pelo excesso de chuva, e também porque a temperatura está muito baixa."

    A principal diferença é que a umidade (ou umidade absoluta) mede a quantidade real de vapor de água no ar, enquanto a umidade relativa mede o quão próximo da saturação o ar está em relação à sua capacidade máxima, na temperatura observada, explica o CGE. Por isso, se esquentar, a capacidade do ar de reter água aumenta e a umidade relativa cai, mesmo que a quantidade de água permaneça a mesma.

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    Com a previsão de dias chuvosos até domingo, a tendência é que essa condição de embaçamento continue sendo observada pelos paulistanos.

    O inverno é o período em que a umidade relativa do ar fica mais baixa em São Paulo, devido ao período de estiagem. No entanto, as instabilidades provocadas por uma frente fria mudou o cenário atmosférico da região neste início de setembro.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/alta-umidade-do-ar-embaca-vidros-de-carros-e-casas-em-sao-paulo.shtml.

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