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    Alibaba planeja levantar US$ 10,2 bi em meio à expansão de investimentos em IA por empresas chinesas

    O grupo chinês de comércio eletrônico e computação em nuvem Alibaba planeja levantar US$ 10,2 bilhões (R$ 52,6 bilhões) por meio de uma colocação de ações, enquanto intensifica os investimentos de capital para competir com as principais empresas de inteligência artificial do mundo.

    UOL
    23 de agosto de 2026 às 17:00
    Alibaba planeja levantar US$ 10,2 bi em meio à expansão de investimentos em IA por empresas chinesas
    Tela de celular exibe o logo e nome 'Qwen' em roxo sobre fundo branco. Ao fundo, desfocado, aparece o texto 'Alibaba.com' em branco sobre fundo laranja. — Foto: UOL

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    O grupo chinês de comércio eletrônico e computação em nuvem Alibaba planeja levantar US$ 10,2 bilhões (R$ 52,6 bilhões) por meio de uma colocação de ações, enquanto intensifica os investimentos de capital para competir com as principais empresas de inteligência artificial do mundo.

    Logotipos da Alibaba e da Qwen - Dado Ruvic/Reuters · Dado Ruvic/Reuters
    Logotipos da Alibaba e da Qwen - Dado Ruvic/Reuters · Dado Ruvic/Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A Alibaba afirmou que usará a totalidade dos recursos da oferta em investimentos em IA, aproveitando o forte otimismo nos mercados acionários da China , que levou as avaliações das empresas de tecnologia a novos patamares recordes.

    "A Alibaba pretende usar 100% dos recursos líquidos da colocação de ações para investir em suas capacidades de IA de ponta a ponta, inclusive para ampliar e aprimorar sua infraestrutura de IA", afirmou a empresa.

    A colocação, que será oferecida a investidores de fora dos Estados Unidos , ocorre após a Alibaba registrar uma saída de caixa livre de US$ 6,6 bilhões (R$ 34 bilhões) no trimestre encerrado em junho e uma queda de 75% no lucro líquido, para cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,7 bilhões), à medida que aumenta os gastos com IA.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Os investimentos em IA provocaram uma forte expansão da atividade nos mercados de capitais chineses neste ano, com a euforia no setor elevando as avaliações a níveis extremos.

    O entusiasmo dos investidores foi alimentado pelo lançamento, no mês passado, do Kimi K3, da Moonshot —o maior modelo de IA da China até hoje—, e pela abertura de capital da fabricante chinesa de chips CXMT.

    As ações da empresa de chips de memória, que levantou US$ 8,6 bilhões (R$ 44,3 bilhões) em sua oferta, dispararam 466% na estreia em bolsa.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O grupo de robótica humanoide Unitree levantou US$ 900 milhões (R$ 4,6 bilhões) na semana passada, e suas ações saltaram mais de 600% na estreia, após a demanda superar em mais de 5.500 vezes o lote disponível para investidores de varejo.

    A colocação de ações da Alibaba ocorre poucas semanas depois de a empresa, sediada em Hangzhou, lançar seu mais recente modelo de IA, o Qwen 3.8-Max, que, segundo avaliações preliminares de desempenho, se destaca em áreas como a "programação agêntica", na qual robôs escrevem e corrigem códigos recebendo dos humanos apenas orientações gerais.

    O avanço da empresa na área de IA ocorre enquanto ela enfrenta obstáculos regulatórios cada vez maiores nos Estados Unidos.

    Em junho, o Pentágono recolocou a Alibaba, juntamente com a plataforma de internet Baidu e a fabricante de veículos elétricos BYD, em uma lista de restrições a empresas chinesas consideradas um risco à segurança nacional dos Estados Unidos devido a supostas ligações com o Exército de Libertação Popular.

    A Alibaba pediu a um tribunal dos Estados Unidos que anule a ordem do Pentágono, afirmando que não mantém vínculos com o Exército de Libertação Popular e não participa da chamada "fusão civil-militar", na qual as indústrias civis chinesas e o setor de defesa estatal atuam em conjunto.

    O líder da China, Xi Jinping , e o presidente dos EUA, Donald Trump , têm um encontro marcado nos Estados Unidos na próxima semana, naquela que será a segunda cúpula entre os dois neste ano. Espera-se que discutam temas como controles de exportação e restrições a empresas de tecnologia.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/alibaba-planeja-levantar-us-102-bi-em-meio-a-expansao-de-investimentos-em-ia-por-empresas-chinesas.shtml.

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