Aliados fazem ato pró-Lula no ABC, e Haddad diz que 'metade do caminho' para virar eleição já foi percorrido
Em mais um ato de aliados do presidente Lula ( PT ) nesta quarta-feira (14), o ex-ministro Fernando Haddad (PT) afirmou que a campanha já percorreu mais da metade do caminho para virar a disputa pela Presidência contra o senador Flávio Bolsonaro ( PL ). Mobilizações a favor da reeleição de Lula ocorreram também em capitais do Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte do país. Leia mais (10/14/2026 - 22h01)

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Em mais um ato de aliados do presidente Lula ( PT ) nesta quarta-feira (14), o ex-ministro Fernando Haddad (PT) afirmou que a campanha já percorreu mais da metade do caminho para virar a disputa pela Presidência contra o senador Flávio Bolsonaro ( PL ). Mobilizações a favor da reeleição de Lula ocorreram também em capitais do Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte do país.

Candidato derrotado na disputa pelo Governo de São Paulo no primeiro turno, Haddad também pediu que a militância concentre esforços em eleitores indecisos e nos que ainda não estão seguros sobre o voto.
O ato desta quarta ocorreu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, na região metropolitana de São Paulo — berço sindical e político do presidente .
Trata-se de mais um dos vários atos realizados pela esquerda em apoio a Lula após o resultado do primeiro turno com Flávio largando na frente do petista.

O ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho estava presente, assim como representantes dos movimentos sindicais e estudantil e de partidos políticos.
No dia anterior, uma manifestação no largo da Batata , em São Paulo, contou com a presença de Haddad e das candidatas derrotadas ao Senado pelo estado Simone Tebet ( PSB ) e Marina Silva ( Rede ).
No domingo (11), apoiadores participaram de ato na avenida Paulista . Além da capital do estado, outras cidades do país também tiveram atos, manifestações, caminhadas, carreatas, bandeiraços e panfletagens em defesa da campanha do petista.

A tentativa é transformar a mobilização da militância em votos. Os discursos no palco desta quarta expuseram essa estratégia, com apelos ao trabalho de base para convencer eleitores e identificar aqueles que não compareceram às urnas no primeiro turno.
Falas mencionaram o desânimo após o resultado e afirmaram que não se pode baixar a cabeça. Outra convocou os presentes a se levantar, cantar e demonstrar animação em apoio a Lula.
O próprio Haddad abordou o abatimento dos apoiadores. Disse que muitos ficaram tristes e tinham motivos para isso, mas procurou apresentar uma perspectiva mais otimista da disputa.

Segundo ele, os candidatos que ficaram fora do segundo turno somaram cerca de 8% dos votos, e a maioria dos principais tinha perfil de direita. O cenário teria alimentado esse receio de que o eleitorado migraria para Flávio e ampliaria a vantagem do senador sobre Lula.
"O que muita gente, muito analista percebeu? Se Lula está 2 [pontos] atrás no primeiro turno, para onde vão esses 8% dos votos? Podem ir pro Flávio", disse o ex-ministro. "Em vez de ser 2 pontos de diferença, pode chegar a 10 pontos."
"O que as pesquisas estão dizendo hoje? Isso não aconteceu. Isso não só não aconteceu, como da semana passada para cá a diferença, que não foi nem de 10, nem de 8, nem de 5, foi de 4 , caiu para 2 . São 21 dias entre o primeiro e o segundo turno. Nós em 10 já andamos bem mais do que a metade do caminho."
O ex-ministro também criticou o adversário do presidente e afirmou que a eleição não diz respeito apenas à trajetória de um candidato, mas ao futuro do país. "O que está em jogo aqui não é biografia de um homem, não. É biografia do país, do nosso país."
Haddad também criticou a posição de Flávio sobre o fim da escala de trabalho 6x1. Segundo o ex-ministro, apesar de dizer que vai votar a favor da mudança , o senador é contrário à medida e poderia recuar caso fosse eleito. Haddad classificou a posição como "jogo de cena".
O ex-ministro assumiu a coordenação da campanha de Lula em São Paulo no segundo turno.
Como já mostrou a Folha , o estado é central para a disputa presidencial . Além de ser o maior colégio eleitoral do país, foi onde Lula reduziu, em 2022, a vantagem de Jair Bolsonaro (PL) em relação a 2018, quando o então candidato do PSL concorreu contra Haddad.
No primeiro turno destas eleições , Flávio obteve 51,93% dos votos no estado de São Paulo , ante 38,20% do petista.
Apoiadores do presidente Lula também realizaram atos a favor da reeleição do petista nesta quarta em diferentes cidades do país. As mobilizações ocorreram no Rio de Janeiro, em Goiânia, no Recife e em Belém, além de atividades de campanha em Fortaleza, com participação de estudantes, professores, artistas, militantes e movimentos sociais.
No Rio, houve atos na Central do Brasil e na Candelária, no centro, além de uma caminhada em Santa Cruz, na zona oeste. A manifestação em Santa Cruz reuniu grande número de participantes e foi liderada pelo vereador William Siri (PSOL).
Em Goiânia, apoiadores se reuniram na Praça Universitária, em ato com a participação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
Durante o discurso, ele defendeu o fim da escala de trabalho 6x1, aprovada no Senado, e afirmou: "O fim da 6 por 1 só vai acontecer com Lula reeleito presidente do Brasil".
No Recife, estudantes e professores participaram de uma manifestação na UniFafire (Centro Universitário Frassinetti do Recife).
Já em Belém, alunos da Escola de Teatro e Dança da UFPA (Universidade Federal do Pará) organizaram o ato "Artistas contra o fascismo". Em Fortaleza, a programação incluiu uma plenária LGBTQIA+ e uma caminhada no bairro Conjunto Esperança.
A agenda pública Bora Lula listava mais de 90 atividades para esta quarta, entre atos, caminhadas, plenárias e panfletagens em diferentes cidades. A programação prevê novas mobilizações até domingo (18), com atividades de apoiadores, estudantes e movimentos sociais em defesa da reeleição do presidente.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/aliados-fazem-ato-pro-lula-no-abc-e-haddad-diz-que-metade-do-caminho-para-virar-eleicao-ja-foi-percorrido.shtml.

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) em ato pró-Lula (PT) no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo - Roberto Sungi/AtoPress/Folhapress · Roberto Sungi/AtoPress/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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