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    Além de chefia da PF, Mendonça afasta Andrei do cargo de delegado da corporação

    A decisão tomada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça nesta terça-feira (8) não apenas afasta preventivamente Andrei Rodrigues da chefia da Polícia Federal , mas também determina que ele deixe o cargo de delegado da corporação durante o mesmo período. Leia mais (09/08/2026 - 18h20)

    Folha de S.Paulo
    8 de setembro de 2026 às 21:20
    Além de chefia da PF, Mendonça afasta Andrei do cargo de delegado da corporação
    Homem de meia-idade com barba grisalha e expressão séria olhando para a direita, fundo preto desfocado. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O diretor afastado da PF, Andrei Rodrigues - Adriano Machado - 4.jun.26/Reuters · Adriano Machado - 4.jun.26/Reuters
    O diretor afastado da PF, Andrei Rodrigues - Adriano Machado - 4.jun.26/Reuters · Adriano Machado - 4.jun.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A decisão tomada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça nesta terça-feira (8) não apenas afasta preventivamente Andrei Rodrigues da chefia da Polícia Federal , mas também determina que ele deixe o cargo de delegado da corporação durante o mesmo período.

    Andrei é delegado da PF há mais de 20 anos, segundo currículo apresentado pelo Ministério da Justiça, órgão ao qual a corporação é subordinada.

    Ele já foi notificado de seu afastamento por uma oficial de Justiça. O documento enviado ao Supremo diz que ele recebeu uma cópia e comprovou que tomou conhecimento da decisão.

    A ordem de Mendonça para tirar Andrei de suas funções foi referendada pela maioria da Segunda Turma , com votos dos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques . O julgamento, porém, foi suspenso por pedido de vista do decano Gilmar Mendes , que se manifestou para que o caso seja levado ao plenário da corte.

    Andrei Rodrigues foi o nome escolhido pelo presidente Lula (PT) para substituir a cúpula bolsonarista que ocupava a PF até 2023. Ele havia atuado como coordenador de segurança do petista e, antes disso, fez parte da segurança da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2010.

    Na decisão que tirou o diretor afastado do comando do órgão, Mendonça também afasta o diretor de Inteligência Leandro Almada e determina que a Corregedoria da Polícia Federal abra procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar o que classificou como "graves fatos identificados".

    A justificativa principal do afastamento de ambos foi um relatório interno produzido pela PF e utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra o próprio Mendonça, por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

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    A ordem do ministro do STF não menciona explicitamente quais restrições devem ser impostas a Andrei durante esse período de afastamento preventivo. Segundo o Manual de Processo Administrativo Disciplinar, da CGU (Corregedoria-Geral da União), a medida afasta o servidor de suas atividades, além de proibir, por exemplo, seu acesso às dependências da corporação.

    A lei que trata de regras gerais para servidores públicos civis da União também diz que esse tipo de decisão não afeta o salário do funcionário afastado. O afastamento é de até 60 dias, prrogáveis pelo mesmo período, quando deve ser encerrado mesmo que o processo ainda não tenha sido concluído.

    No caso de um PAD (Processo Administrativo Disciplinar), as punições vão de advertência até demissão e cassação de aposentadoria.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/blogs/brasilia-hoje/2026/09/alem-de-chefia-da-pf-mendonca-afasta-andrei-do-cargo-de-delegado-da-corporacao.shtml.

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    O diretor afastado da PF, Andrei Rodrigues - Adriano Machado - 4.jun.26/Reuters · Adriano Machado - 4.jun.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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