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    Alcolumbre dobra a aposta para buscar sua reeleição

    Não é desprezível o poder de convencimento do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre . Pode estar enganado quem acha que a reeleição do senador do Amapá estava perdida com a força do PL saída das urnas no primeiro turno das eleições. Leia mais (10/14/2026 - 21h28)

    Folha de S.Paulo
    15 de outubro de 2026 às 00:28
    Alcolumbre dobra a aposta para buscar sua reeleição
    Homem vestido com terno preto, camisa branca e gravata azul está sentado em cadeira de couro escura, falando ao telefone com expressão séria. Mesa de vidro com copo d'água à frente, fundo escuro e desfocado. — Foto: Folha de S.Paulo

    Jornalista em Brasília, onde acompanha os principais acontecimentos econômicos e políticos há mais de 25 anos

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    Senador Davi Alcolumbre durante votação da PEC que acaba com a escala 6x1 - Pedro Ladeira/Folhapress · Pedro Ladeira/Folhapress
    Senador Davi Alcolumbre durante votação da PEC que acaba com a escala 6x1 - Pedro Ladeira/Folhapress · Pedro Ladeira/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Não é desprezível o poder de convencimento do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre . Pode estar enganado quem acha que a reeleição do senador do Amapá estava perdida com a força do PL saída das urnas no primeiro turno das eleições.

    A votação da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1 fortalece Alcolumbre nas negociações e mostra que ele está para jogo.

    Não está derrotado, como muitos o tacharam, depois que o seu grupo político no estado perdeu as eleições para governador e para o Senado e depois do envolvimento dele, ainda não esclarecido, no escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A poucos dias da eleição, Alcolumbre colocou a proposta em votação e impôs desgaste ao senador Rogério Marinho, coordenador da campanha do candidato Flávio Bolsonaro e principal adversário do presidente do Senado na campanha à reeleição.

    Foi o Marinho quem convenceu o candidato do PL a apoiar o seu projeto alternativo ao fim da escala 6x1 . A proposta cria um regime paralelo por hora trabalhada e é defendida por empresários dos setores que apoiam a candidatura.

    A proposta ganhou tração nas redes de forma negativa com os apelidos de projeto 7x0 e PEC da escravidão e acabou obrigando Flávio a anunciar que mudou de posição e votará a favor do fim da 6x1.

    Para dentro da campanha e aliados, o senador fala em rever pontos da proposta caso seja eleito, como mostrou o Painel da Folha. Uma posição que só ajuda a alimentar a especulação de que Flávio não vai cumprir as promessas de manter os programas sociais, caso eleito, como se comprometeu agora.

    Adoentado, Marinho não registrou presença e foi aconselhado a ficar quieto e longe do plenário na votação. Até aqui, a fase para ele era de total lua de mel e afagos com a votação estrondosa que deu ao seu partido posição majoritária no Senado.

    Na briga pelo controle do Senado, Marinho também vai travar uma queda de braço com a senadora Tereza Cristina, do PP, aliada de Flávio. Enxadrista, a ex-ministra da Agricultura também usa a sua estratégia para se tornar a primeira mulher a presidir o Senado.

    O resultado dessa briga vai definir o jogo de forças em 2027.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/adriana-fernandes/2026/10/alcolumbre-dobra-a-aposta-para-buscar-sua-reeleicao.shtml.

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