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    Alcolumbre diz que votar PEC pelo fim da escala 6x1 exige coragem

    O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre ( União Brasil -AP), afirmou que votar a PEC (proposta de emenda à Constituição) pelo fim da escala 6x1 exige coragem. Segundo ele, seu papel como dirigente da casa foi conduzir os trabalhos e cumprir a promessa de colocar o tema em votação após o primeiro turno das eleições . Leia mais (10/14/2026 - 17h09)

    Folha de S.Paulo
    14 de outubro de 2026 às 20:09
    Alcolumbre diz que votar PEC pelo fim da escala 6x1 exige coragem
    Homem de terno preto e gravata azul sentado em cadeira alta, gesticulando com a mão direita enquanto fala. Pessoas ao fundo parcialmente visíveis, ambiente sugere reunião ou sessão oficial. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre ( União Brasil -AP), afirmou que votar a PEC (proposta de emenda à Constituição) pelo fim da escala 6x1 exige coragem. Segundo ele, seu papel como dirigente da casa foi conduzir os trabalhos e cumprir a promessa de colocar o tema em votação após o primeiro turno das eleições .

    O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, durante sessão de discussão da PEC pelo fim da escala 6x1 - Pedro Ladeira/Folhapress · Pedro Ladeira/Folhapress
    O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, durante sessão de discussão da PEC pelo fim da escala 6x1 - Pedro Ladeira/Folhapress · Pedro Ladeira/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Alcolumbre leu um discurso antes do início da votação da PEC 221, em que destacou a mudança que o fim da escala trará para a vida de "milhões de trabalhadores . "À primeira vista, pode parecer uma mudança sutil, mas, para quem pega ônibus lotado, é uma mudança gigantesca", disse.

    "Um tema dessa dimensão exige coragem para enfrentar desafios, responsabilidade para avaliar seus efeitos e disposição republicana para construir caminhos."

    A oposição tem criticado o senador, em especial setores ligados a Flávio Bolsonaro ( PL ), por ter colocado a PEC em votação entre o primeiro e o segundo turno das eleições, conforme acordo com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ).

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A leitura é que a aprovação do fim da escala 6x1 pode favorecer o atual presidente, que tenta a reeleição, mas saiu das urnas em desvantagem, em segundo lugar ante Flávio Bolsonaro.

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    O presidente do Senado disse que os parlamentares devem considerar os efeitos da mudança na rotina da população. "Neste momento, milhões de brasileiros, milhões de trabalhadores e trabalhadoras estão acompanhando esta sessão com esperança. São pessoas que conhecem na própria rotina o valor de um dia a mais de descanso", afirmou.

    chamada senadores eleitos 2026
    chamada senadores eleitos 2026 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Alcolumbre disse ainda que os senadores devem votar com "consciência, coração e seu livre-arbítrio". Ele afirmou também que é preciso ouvir quem trabalha e quem emprega, e disse ver como natural que haja posições diferentes. "É legítimo que haja dúvidas e preocupações. Cabe ao Senado Federal oferecer espaço para este debate e, sobretudo, decidir com serenidade", disse.

    Sobre não ter pautado o texto antes, afirmou ter feito um acordo com o governo para dar mais liberdade aos senadores durante a eleição. "Assumi este compromisso para que cada senador e cada senadora pudesse decidir, passada a disputa eleitoral, com liberdade, com a sua consciência e com a sua convicção. Hoje cumpro a minha palavra", disse.

    A PEC 221, que acaba com a escala 6x1 —na qual se trabalha por seis dias com um de folga—, reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais 14 meses após promulgação e publicação. Cria também a escala 5x2, com dois dias de descanso semanal remunerado por hora.

    A PEC cria também a figura do superempregado , que é o profissinal com diploma de curso superior e salário a partir de dois tetos e meio do RGPS (Regime Geral de Previdência Social), o que dá hoje R$ 21.188,88, sem controle de jornada.

    Há ainda previsão para que micro e pequenas empresas tenham algum tipo de compensação durante a mudança de jornada e permite que acordos e convenções coletivas prevejam arranjos e acordos sobre folgas e escalas, que valham mais do que a legislação —não a Constituição.

    A PEC pelo fim da escala 6x1 foi aprovada no final de maio na Câmara dos Deputados e no início de setembro na CCJ (Comissão de Constitituição e Justiça) do Senado.

    Durante os discursos, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) defendeu a redução da jornada e afirmou que o descanso pode melhorar a produtividade. Ele também reconheceu a preocupação de pequenos comerciantes com a mudança. "O que não podemos é usar a solução para negar a regra geral do fim da escala 6x1", disse.

    Favorável à proposta, o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) criticou o uso eleitoral da discussão. "Este tema passou meses sendo tratado como peça de campanha. Foi adiado por cálculo eleitoral, apressado por cálculo eleitoral, atacado e defendido conforme a conveniência do calendário das urnas", afirmou.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/alcolumbre-diz-que-votar-pec-pelo-fim-da-escala-6x1-exige-coragem.shtml.

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    O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, durante sessão de discussão da PEC pelo fim da escala 6x1 - Pedro Ladeira/Folhapress · Pedro Ladeira/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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