Alckmin diz que Brasil precisa “ser amigo” de China e EUA
Vice-presidente afirma que país deve defender seus interesses sem entrar em conflito com as duas potências

Vice-presidente afirma que país deve defender seus interesses sem entrar em conflito com as duas potências
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu nesta 2ª feira (17.ago.2026) que o Brasil mantenha relações equilibradas com China e Estados Unidos, sem tomar partido na disputa entre as duas potências. A declaração foi feita durante a 27ª Conferência Anual do Santander, em São Paulo.
Para Alckmin, os 2 países têm papéis distintos e complementares na economia brasileira. A China ocupa a posição de principal parceiro comercial do país, enquanto os EUA são o maior investidor estrangeiro no Brasil, segundo o vice-presidente.

O vice-presidente resumiu a posição brasileira em uma frase. “Nós temos que ser amigo dos 2, esse é o bom caminho” , disse Alckmin. “O Brasil tem que defender os seus interesses, não brigar com nenhum dos 2” , afirmou.
Alckmin avaliou que a ordem internacional passou por transformações profundas ao longo das últimas décadas. Segundo ele, a predominância norte-americana depois da “dissolução” da União Soviética abriu caminho para uma configuração de disputa entre grandes potências.
“Lá atrás era o mundo bipolar, Estados Unidos e União Soviética. Dissolveu a União Soviética. Alguns diziam: ‘Vai ser o mundo unipolar, preponderância americana’. Nós sempre acreditamos no mundo multipolar. Mercosul, ASEAN, União Europeia, Alca, enfim, voltou a ser de novo bipolar” , declarou o vice-presidente.
Ao detalhar a relevância dos EUA para a economia brasileira, Alckmin citou a presença de cerca de 4.000 empresas norte-americanas no Brasil. O país exporta para os norte-americanos aviões, carros, máquinas e motores, além de commodities, segundo ele.
A estratégia que Alckmin defendeu para o Brasil combina manutenção das relações comerciais com as duas potências e ampliação da abertura de mercados. Nesse contexto, o vice-presidente voltou a criticar as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil. Ele classificou as medidas como “injustas” e “descabidas” e disse acreditar na possibilidade de um acordo comercial entre os 2 países.
Alckmin também afirmou que o Brasil manterá as negociações com os Estados Unidos para tentar reverter as tarifas impostas ao país . “O Brasil não sai da mesa de negociação. Vamos ter um pouquinho de paciência, que as coisas vão andar e andar bem.”
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/alckmin-diz-que-brasil-precisa-ser-amigo-de-china-e-eua/.

Na imagem, da esquerda para a direita, Geraldo Alckmin e o moderador Gilson Finkelsztain — Foto: Poder360
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