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    Alaíde Costa e Patrick Angello celebram Dalva de Oliveira no Teatro Rival, no Rio

    O dito popular "quem é do Méier não bobeia" descreve, de forma jocosa, a esperteza de quem nasce no bairro. Coração cultural e afetivo da zona norte do Rio de Janeiro, a região carrega uma tradição melódica enraizada em quintais e praças. Historicamente ligado ao surgimento do samba e do choro, o local serviu de berço para instrumentistas como o violonista Patrick Angello e a cantora Alaíde Costa, nascida ali há 90 anos. Leia mais (09/21/2026 - 13h06)

    Folha de S.Paulo
    21 de setembro de 2026 às 16:06
    Alaíde Costa e Patrick Angello celebram Dalva de Oliveira no Teatro Rival, no Rio
    Mulher negra idosa sentada com vestido preto longo e detalhes texturizados. Fundo preto destaca sua expressão serena e sorriso. — Foto: Folha de S.Paulo

    Carlos Bozzo Junior relata o mundo dos sons por meio da leitura

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    A cantora Alaíde Costa - Divulgação/Divulgação · Divulgação/Divulgação
    A cantora Alaíde Costa - Divulgação/Divulgação · Divulgação/Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O dito popular "quem é do Méier não bobeia" descreve, de forma jocosa, a esperteza de quem nasce no bairro. Coração cultural e afetivo da zona norte do Rio de Janeiro, a região carrega uma tradição melódica enraizada em quintais e praças. Historicamente ligado ao surgimento do samba e do choro, o local serviu de berço para instrumentistas como o violonista Patrick Angello e a cantora Alaíde Costa, nascida ali há 90 anos.

    É assim, sem bobear, que os dois artistas fluminenses sobem ao palco do Teatro Rival Petrobras, no centro do Rio, nesta terça-feira (22), para apresentar o espetáculo "Uma Estrela Para Dalva". A apresentação lança um olhar contemporâneo sobre o legado de Dalva de Oliveira (1917-1972), uma das principais vozes da era do rádio.

    À coluna, Angello antecipou detalhes do show, que já passou por São Paulo, Recife, Maceió, Penedo, João Pessoa e Natal. Radicado na capital paulista há um ano e meio, o violonista diz que tem consolidado sua carreira na cena de música instrumental local, onde vivencia "muita coisa legal relacionada à arte".

    O violonista, compositor e arranjador Patrick Angello - Renata Duarte/Divulgação · Renata Duarte/Divulgação
    O violonista, compositor e arranjador Patrick Angello - Renata Duarte/Divulgação · Renata Duarte/Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O repertório do espetáculo traz sucessos como "Segredo", de Herivelto Martins e Marino Pinto, "Bandeira Branca", de Max Nunes e Laércio Alves, "Fim de Comédia", de Ataulfo Alves e "Há um Deus", de Lupicínio Rodrigues, todos com arranjos assinados por Angello.

    Entre as faixas, o músico destaca que "Segredo" faz citações ao álbum "Pescador de Pérolas", de Raphael Rabello e Ney Matogrosso. "Em ‘Há um Deus’, música que Alaíde mais gosta de cantar, fiz um arranjo simples, mas com uma interação de palco bem singela. E em ‘Distância’, que é um bolero, ela chega a dançar. Pensei em algo na linha do Trio Los Panchos", diz o instrumentista.

    Para Angello, dividir o palco com a cantora é uma oportunidade de aprendizado constante. "Tocar ao lado da Alaíde é absorver a ancestralidade de uma veterana que já dividiu o palco com Baden Powell, Rosinha de Valença e Laurindo Almeida, entre outros mestres. Eu sempre aprendo uma melodia ou uma divisão diferente com ela, que dá uma verdadeira aula a cada apresentação."

    Homem de barba e bigode sorri enquanto segura um violão acústico. Ele veste camisa marrom clara e chapéu marrom, com fundo escuro neutro.
    Homem de barba e bigode sorri enquanto segura um violão acústico. Ele veste camisa marrom clara e chapéu marrom, com fundo escuro neutro. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O espetáculo terá ainda as participações especiais de Eliana Pittman e Áurea Martins. "O público irá assistir a uma interação de ternura e cumplicidade, um diálogo profundo entre a alma e o coração", promete o violonista.

    O espetáculo é uma oportunidade rara de testemunhar o encontro de gerações que mantêm viva a memória da era de ouro do rádio, unindo o frescor dos arranjos contemporâneos de Patrick Angello à bagagem histórica de Alaíde Costa. Ao revisitar o repertório dramático e passional de Dalva de Oliveira sob a ótica de artistas que moldaram a bossa nova e a noite carioca, o show deixa de ser apenas uma homenagem nostálgica para se consolidar como um documento vivo e urgente da evolução da própria música popular brasileira.

    UMA ESTRELA PARA DALVA Com Alaíde Costa (voz) e Patrick Angello (violão e arranjos). Participações especiais de Eliana Pittman e Áurea Martins Quando Terça-feira (22), às 19h30 Onde Teatro Rival Petrobras, r. Álvaro Alvim, 33, Cinelândia, Rio de Janeiro, tel. (21) 3197-4313 Quanto A partir de R$ 50. Ingressos pelo site Sympla

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/blogs/musica-em-letras/2026/09/alaide-costa-e-patrick-angello-celebram-dalva-de-oliveira-no-teatro-rival-no-rio.shtml.

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