Alagoas

    Alagoas fica fora da lista dos melhores hospitais públicos do Brasil, aponta levantamento nacional

    Ausência é ainda mais significativa por não haver nenhum hospital alagoano sequer entre os que pontuaram no menor percentual da pesquisa

    20 de janeiro de 2026 às 19:28
    Alagoas fica fora da lista dos melhores hospitais públicos do Brasil, aponta levantamento nacional

    Um levantamento nacional inédito revelou os 100 melhores hospitais públicos do Brasil, e Alagoas não aparece na lista, nem mesmo entre os estados que alcançaram apenas 1% de participação no ranking. O dado chama atenção diante do cenário da saúde pública no estado.

    O estudo foi realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

    O levantamento faz parte da fase classificatória do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, cuja premiação ocorrerá em maio.

    Entre os critérios avaliados estão:

    Acreditação hospitalar (certificação voluntária de qualidade);

    • Taxas de ocupação hospitalar;
    • Índices de mortalidade;
    • Disponibilidade de leitos de UTI;
    • Tempo médio de permanência dos pacientes internados.

    O estado de São Paulo lidera, concentrando 30% dos hospitais listados. Em seguida aparecem Goiás (10%), Pará (7%), Santa Catarina (7%), Pernambuco (6%), Rio de Janeiro (6%) e Paraná (5%). Estados como Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe aparecem com 1% cada.

    Mesmo diante dessa distribuição ampla, Alagoas não figura no levantamento, o que reforça críticas recorrentes sobre a estrutura, gestão e qualidade da rede pública hospitalar no estado. A ausência é ainda mais significativa por não haver nenhum hospital alagoano sequer entre os que pontuaram no menor percentual da pesquisa.

    Especialistas destacam que o ranking evidencia desigualdades regionais na saúde pública brasileira e reforça a necessidade de investimentos estruturais, gestão eficiente e melhoria nos indicadores assistenciais, especialmente em estados que ficaram de fora, como Alagoas.

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