Alagoas

    Alagoas fechou 2025 com quase 7 mil casos confirmados de Dengue

    Brasil apresentou mais de 1,4 milhão de casos e 1.780 óbitos pela doença

    20 de janeiro de 2026 às 19:28
    Alagoas fechou 2025 com quase 7 mil casos confirmados de Dengue

    Com altas de calor e pancadas de chuva sendo predominantes nessa época do ano, a proliferação do mosquito Aedes aegypti, causador de doenças como Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela, acaba sendo mais suscetível.

    No Brasil, de acordo com dados disponíveis no Portal Gov, do Ministério da Saúde, em 2025, o país teve 1.441.586 casos confirmados de Dengue, com 1,780 óbitos devido a doença. Foram registrados ainda: 1.829 casos de Zika, com 1 morte; 106.524 casos de Chikungunya, com 120 mortes pela doença; e 149 casos de Febre Amarela, com 47 óbitos.

    Em se tratando de Alagoas, foram 6.860 casos confirmados de Dengue, com 4 óbitos; 38 casos de Zika, com nenhuma morte registrada; e 3.716 casos de Chikungunya, com 1 morte pela doença no Estado. Não foram registrados casos de Febre Amarela.

    Segundo Ednon Jose Martins Mendes Da Cunha, coordenador do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, a população não deve relaxar em relação aos cuidados básicos necessários para evitar a proliferação do inseto.

    “Esse mosquito é conhecido por ser um vetor de várias doenças tropicais graves em humanos. É uma espécie que se adaptou bem ao ambiente urbano e se reproduz em áreas com água parada. Portanto, é importante ressaltar que os cuidados devem ser permanentes por parte da sociedade”, alerta.

    O enfermeiro alerta que, segundo dados do Sesau, na capital Maceió, por exemplo, os bairros que apresentam mais casos de dengue são: centro, Mangabeiras e Pontal. Já os moradores dos bairros da Chã da Jaqueira, Petrópolis e Bebedouro adoecem mais de Chikungunya. Além disso, o docente reforça a atenção aos números nacionais, que apontam que o Brasil já chegou à marca de 1.220 casos prováveis de dengue nestes primeiros dias de 2026, sendo 4 em Alagoas.

    Por fim, o especialista dá algumas dicas sobre como é possível agir para manter os cuidados e evitar a proliferação do mosquito. Confira:

    • Elimine locais de reprodução: O mosquito Aedes deposita seus ovos em água parada. Portanto, é essencial eliminar todos os recipientes que possam acumular água em sua casa e arredores, como vasos de plantas, pneus velhos, garrafas vazias, latas e recipientes de plástico;
    • Mantenha a limpeza: Mantenha sua casa e quintal limpos e livres de lixo, entulho e objetos em desuso que possam acumular água;
    • Cubra recipientes de água: Se você tiver tanques de água, caixas d'água ou cisternas, certifique-se de que estejam devidamente tampados para evitar a entrada de mosquitos;
    • Limpe ralos e calhas: Certifique-se de que ralos e calhas estejam limpos e desobstruídos para que a água possa escoar livremente;
    • Use repelente: Ao sair de casa, especialmente em áreas onde o mosquito Aedes é comum, aplique repelente de insetos na pele exposta. Certifique-se de seguir as instruções do rótulo;
    • Use roupas adequadas: Vista roupas de manga longa e calças compridas quando possível, para reduzir a exposição da pele aos mosquitos;
    • Instale telas em janelas e portas: Use telas em suas janelas e portas para impedir que os mosquitos entrem em sua casa;
    • Evite horários de pico: O mosquito Aedes é mais ativo durante o amanhecer e o entardecer. Tente evitar atividades ao ar livre durante esses horários, se possível;
    • Elimine criadouros comunitários: Participe de esforços de limpeza e educação em sua comunidade para eliminar criadouros de mosquitos Aedes em áreas públicas;
    • Esteja ciente dos sintomas: Fique atento aos sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes, como febre alta, dor no corpo, manchas vermelhas na pele, dores nas articulações e olhos vermelhos. Procure atendimento médico se apresentar esses sintomas.

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