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    Ala do STF critica sigilo parcial de Mendonça e quer adiar julgamento de Moraes

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao lado do ministro André Mendonça durante sessão da Corte em Brasília, em 2 de setembro de 2026. Foto: Adriano Machado/Reuters " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2026-09-02T192125Z_1831095248_RC25BNAKZ9AJ_RTRMADP_3_BRAZIL-POLITICS-COURT.jpg?fit=1250%2C833&quality=70&strip=all" />Parte da Corte cita relatório sobre Toffoli mantido sob sigilo e defende ampliar discussão prevista para terça-feira The post Ala do STF critica sigilo parcial de Mendonça e quer adiar julgamento de Moraes appeared

    InfoMoney
    11 de setembro de 2026 às 18:04
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    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao lado do ministro André Mendonça durante sessão da Corte em Brasília, em 2 de setembro de 2026. Foto: Adriano Machado/Reuters

    Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a criticar a retirada parcial do sigilo das investigações do caso Master pelo ministro André Mendonça . A avaliação é que ele manteve sigilo informações sobre algumas das autoridades, provocando um desequilíbrio, e cobram que o julgamento marcado para a próxima terça-feira não se limite às suspeitas envolvendo a relação de Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.

    Esses ministros citam, como exemplo do que segue sob sigilo, relatório produzido pela Polícia Federal com mensagens e detalhes da relação Vorcaro com o ministro Dias Toffoli. As informações foram reveladas pela revista Piauí nesta quinta-feira.

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    As novas revelações envolvendo o ministro Dias Toffoli passaram a ser citadas nos bastidores como exemplo da existência de outras frentes relacionadas ao caso Master que não chegaram, até agora, ao plenário da mesma forma que o caso de Moraes.

    Moraes requer ainda que sua solicitação para investigar possível atuação irregular de Mendonça na condução dos inquéritos do Master e das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

    O incômodo aumenta a pressão sobre o formato da sessão extraordinária convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para terça-feira (15). Como O GLOBO mostrou, ministros já alertaram Fachin sobre a possibilidade de um pedido de vista interromper o julgamento e uma ala da Corte defende que os questionamentos envolvendo Moraes, além de um relatório que aponta suspeitas de irregularidades na condução de Mendonça, sejam analisados conjuntamente.

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    Para esse grupo, as novas informações reforçam o argumento de que o Supremo não deveria dar uma resposta definitiva apenas ao capítulo relacionado a Moraes enquanto permanecem pendentes outras questões surgidas a partir das investigações do Master. A avaliação é que o plenário precisa considerar o contexto mais amplo da crise, inclusive os questionamentos sobre a própria condução das apurações por Mendonça.

    A sessão extraordinária foi convocada por Fachin depois de uma escalada da crise interna no Supremo. O processo que será analisado reúne o relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas a Vorcaro e referências a Moraes. Na quinta-feira, a Presidência disponibilizou aos gabinetes dos ministros a íntegra da Petição 16.662, incluída no calendário do plenário para o dia 15.

    Os questionamentos relacionados a Mendonça, porém, seguem outro calendário. Relatórios de inteligência da PF usados por Moraes para apontar uma suposta “parcialidade” e eventual crime de responsabilidade do ministro ainda não têm data para chegar ao plenário. Fachin indicou que deverá decidir o destino dessa frente depois de receber as informações solicitadas a Mendonça.

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    Essa diferença de calendário é justamente um dos pontos questionados por uma ala do tribunal. Ministros defendem que, se as suspeitas relacionadas à atuação de Moraes serão submetidas ao plenário, os questionamentos sobre a atuação de Mendonça também deveriam ser considerados antes de uma conclusão definitiva da Corte.

    Na quinta-feira, Fachin ouviu ministros individualmente sobre o rito e a condução da sessão extraordinária. Passaram pelo gabinete da Presidência Moraes, Mendonça, Dias Toffoli, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin. Fachin também conversou com Cármen Lúcia no gabinete da ministra e recebeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

    Segundo interlocutores, Fachin adotou uma postura de escuta nesses encontros e evitou antecipar sua posição. Ministros apresentaram avaliações sobre o formato do julgamento e os possíveis caminhos para o plenário, mas o presidente da Corte não indicou como pretende reagir às ponderações.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/politica/ala-do-stf-critica-sigilo-parcial-de-mendonca-e-quer-adiar-julgamento-de-moraes/.

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