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    Airbus avalia vender operação espacial nos EUA enquanto foca em produzir satélites na Europa

    A Airbus estuda vender seu negócio espacial nos Estados Unidos , ao mesmo tempo em que concentra esforços na criação de uma gigante pan-europeia de satélites por meio de uma fusão entre três empresas. Leia mais (08/29/2026 - 11h13)

    Folha de S.Paulo
    29 de agosto de 2026 às 14:13
    Airbus avalia vender operação espacial nos EUA enquanto foca em produzir satélites na Europa
    Letreiro azul com a palavra 'AIRBUS' em letras maiúsculas sobre superfície branca, com céu nublado ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A Airbus estuda vender seu negócio espacial nos Estados Unidos , ao mesmo tempo em que concentra esforços na criação de uma gigante pan-europeia de satélites por meio de uma fusão entre três empresas.

    Logotipo da Airbus na feira internacional de defesa e segurança terrestre e aérea Eurosatory, em Villepinte, perto de Paris, França - Alice Sacco/REUTERS · Alice Sacco/REUTERS
    Logotipo da Airbus na feira internacional de defesa e segurança terrestre e aérea Eurosatory, em Villepinte, perto de Paris, França - Alice Sacco/REUTERS · Alice Sacco/REUTERS — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A fabricante franco-alemã de aeronaves está sondando o interesse de potenciais compradores pelo negócio nos EUA, segundo pessoas a par do assunto.

    As operações de sistemas espaciais da Airbus no país incluem uma fábrica na Flórida e a família Arrow de pequenos satélites, que podem ser produzidos em massa para comunicações e geração de imagens, tanto para clientes comerciais quanto governamentais, inclusive para atender a necessidades de segurança nacional.

    Em 2024, a Airbus assumiu o controle integral de sua joint-venture Airbus OneWeb Satellites (AOS), após adquirir a participação de 50% que ainda não possuía. Criada em 2016, a empresa havia construído mais de 600 satélites para a constelação de primeira geração da OneWeb, uma rede de baixa órbita capaz de fornecer cobertura de internet via satélite, segundo seu site.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Há algum tempo, a Airbus vem transferindo dos EUA para a Europa a produção de satélites, inclusive com a fabricação de 440 satélites de órbita terrestre baixa em suas instalações de Toulouse, iniciativa que classificou como "mais um passo para a soberania europeia". As encomendas vieram da francesa Eutelsat, que adquiriu a britânica OneWeb em um processo de falência, em 2022.

    Embora a companhia não divulgue números de receita de seu negócio espacial nos EUA, duas pessoas familiarizadas com a unidade estimaram que suas vendas chegavam a várias centenas de milhões de dólares.

    O negócio espacial empregava mais de 200 pessoas em suas instalações de Merritt Island, na Costa Espacial da Flórida, perto do Centro Espacial Kennedy e da Blue Origin, empresa de foguetes de Jeff Bezos. Em comparação, cerca de 11 mil funcionários em todo o mundo dão suporte às atividades espaciais da Airbus.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A possível venda dos ativos nos EUA reforça os esforços da Airbus para reestruturar seu negócio espacial global, que enfrenta dificuldades e no qual a empresa contabilizou 989 milhões de euros (US$ 1,15 bilhão) em encargos em 2024.

    Em outubro, a companhia fechou um acordo com a italiana Leonardo e a francesa Thales para combinar atividades que vão da fabricação de satélites a sistemas e serviços espaciais, a fim de competir melhor com a SpaceX, de Elon Musk, e com rivais chineses.

    Batizado de Bromo, o projeto das três empresas europeias deverá ser submetido às autoridades antitruste de Bruxelas ainda este ano, com o objetivo de tornar a nova companhia operacional em 2027.

    A Airbus vem reavaliando há algum tempo sua presença no setor espacial dos EUA, e os planos de desinvestimento não estão relacionados às conversas do Bromo com a Comissão Europeia sobre possíveis medidas corretivas para obter a aprovação concorrencial, segundo algumas dessas pessoas.

    Embora a combinação planejada entre as três empresas tenha recebido críticas de outros grupos europeus, como a alemã OHB e a espanhola Indra Space, as companhias apostam na crescente defesa, em Bruxelas, da criação de gigantes europeias.

    A proposta de união ocorre em um momento em que a indústria espacial europeia enfrenta pressão cada vez maior de concorrentes dos EUA e da China. Bruxelas está dando mais atenção ao fortalecimento da soberania europeia no setor espacial, enquanto os integrantes do bloco buscam pôr fim à dependência dos EUA por meio da construção de constelações de satélites para reconhecimento, inteligência e comunicações.

    Os fabricantes europeus de satélites têm enfrentado dificuldades para se adaptar à revolução na demanda do setor, algo demonstrado de forma contundente pela dependência da Ucrânia da Starlink, da SpaceX, em sua guerra contra a Rússia.

    A Airbus não quis comentar "rumores ou especulações do mercado".

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/airbus-avalia-vender-operacao-espacial-nos-eua-enquanto-foca-em-produzir-satelites-na-europa.shtml.

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