Brasil

    Ainda há tempo de Flávio Bolsonaro se tornar menos detestável que Lula

    Uma eleição presidencial cuja disputa principal é por menor rejeição entre quem torce o nariz tanto para Lula quanto para Flávio Bolsonaro

    Metrópoles
    17 de agosto de 2026 às 13:47
    Ainda há tempo de Flávio Bolsonaro se tornar menos detestável que Lula
    Foto: Metrópoles

    Estranha eleição presidencial, esta, cuja disputa principal é por menor rejeição na fatia do eleitorado que torce o nariz tanto para Lula quanto para Flávio Bolsonaro.

    No mais, o país se divide na comédia de erros que é prólogo constante da nossa interminável tragédia nacional.

    Do lado de Lula, perfilam-se os eleitores que apostam pela sexta vez em uma experiência que deu errado cinco vezes; do lado de Flávio Bolsonaro, ombreiam-se os eleitores que querem repetir pela segunda vez a experiência que deu errado de primeira.

    Divulgação/Campanha Flávio Bolsonaro
    Divulgação/Campanha Flávio Bolsonaro — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Obviamente, a convicção, aqui, é a de que o o erro está apenas no lado oposto.

    Para aumentar a estranheza, há agentes externos atuando em favor de um lado e de outro, como nunca se viu.

    Aliada ao petista, está aquela gente do STF que extravasa os limites constitucionais também para interferir no resultado eleitoral.

    Flávio Bolsonaro vestido com roupa folclórica nordestina
    Flávio Bolsonaro vestido com roupa folclórica nordestina — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Em 2022, ela calou a boca da oposição para evitar que verdades sobre Lula e o PT fossem ditas durante a campanha; em 2026, já amordaçou Jair Bolsonaro, intimidou o Centrão para evitar que se aliasse a Flávio Bolsonaro, interferiu em algoritmo de rede social para censurá-la e, usurpando as atribuições do TSE cuja presidência lhe escapou, chegou a ameaçar de cassação o oponente do petista.

    Aliado a Flávio Bolsonaro, tem-se o governo americano agindo por meio de medidas coercitivas que, coerentes com a nova velha doutrina imperialista do atual inquilino da Casa Branca, têm o pretexto de se contrapor a ações perpetradas a partir do Supremo .

    Para parcela já resolvida a torcer menos o nariz para Flávio Bolsonaro, o STF autoritário foi longe demais; para resignados a tapar as narinas para Lula, o governo americano mexeu com o brio nacionalista.

    Na disputa pela menor rejeição, Lula vence Flávio Bolsonaro, mas por pouco, segundo as pesquisas. Ainda há tempo de o filho de Jair se tornar menos detestável do que o chefão petista.

    De um jeito ou de outro, vai se votar contra o país, que sempre foi o que menos importou, do início ao final das contas, tal é a constante da nossa patética democracia.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/ainda-ha-tempo-de-flavio-bolsonaro-se-tornar-menos-detestavel-que-lula.

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    Divulgação/Campanha Flávio Bolsonaro — Foto: Metrópoles

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