Água Mineral: burocracia trava obras e piscinas completam 6 meses fechadas
Após seis meses de interdição, obras das piscinas Areal e Pedreira ainda se encontram na fase de processo licitatório, segundo ICMBio

Seis meses após interdição das piscinas da Água Mineral por problemas estruturais , as obras de reforma das atrações sequer foram iniciadas . Diante desse cenário, as piscinas Areal e Pedreira seguem fechadas e com prazo de reabertura indeterminado, visto que, o s serviços para reforma ainda nem saíram do papel .
Ao Metrópoles , o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ( ICMBio ), responsável pela administração do local, informou que “o processo administrativo licitatório para as obras encontra-se em andamento” .
Em junho, o ICMBio havia informado que o projeto da reforma piscina Pedreira havia sido concluído. Todavia, o setor de engenharia do órgão ainda precisa analisar o projeto para avaliar os custos . Já em relação a piscina Areal, não foi informado nem sobre a situação da reforma da atração.

Em nova nota encaminhada, o instituto não trouxe atualizações de nenhuma das duas atrações e informou que “todas as etapas do processo estão sendo conduzidas de forma criteriosa” . Logo, ainda não é possível identificar o real andamento das fases em que as piscinas se encontram.
Os projetos de reforma podem estar em análise ou em validação ou até mesmo com empresas interessadas na contratação do projeto. O fato é que, diante da falta de transparência, não há como mensurar, quando ocorrerá o início das reformas das atrações.
“Para garantir a efetiva execução e a sustentabilidade dos resultados a longo prazo, foi necessária a realização de estudos técnicos detalhados e consistentes, amparados por adequada segurança jurídica, de modo a viabilizar um processo licitatório transparente, eficiente e em plena conformidade com a legislação vigente. Trata-se de uma etapa indispensável para o sucesso da iniciativa”, declarou o instituto.

O ICMBio afirmou também que o histórico das intervenções realizadas no local demonstra que soluções de caráter temporário e paliativo não foram suficientes para solucionar os problemas estruturais existentes.
“Nesse contexto, o Instituto reafirma seu compromisso com a implementação de intervenções estruturantes, voltadas à segurança dos visitantes, à qualidade dos serviços oferecidos e à preservação do patrimônio público”, disse.
Contudo, o prazo para reabertura das piscinas ainda segue sem ao menos um previsão mínima.

Piscinas do Parque Nacional de Brasília completam dois meses interditadas, nessa segunda-feira (20/4)
Tirando a época da pandemia da Covid-19, em que o acesso ao local ficou irrestrito as pessoas, esta é interdição que perdura mais tempo em razão de um motivo atrelado especificamente ao uso das piscinas
Em março, pouco após as interdições completarem um mês, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração do parque, havia informado ao Metrópoles que, no fim daquele mês, seria aberto uma licitação para o início das obras das piscinas.

O próximo passo será uma avaliação técnica detalhada com levantamento de todas as intervenções necessárias para posterior lançamento de licitação exclusiva para obras estruturais nas piscinas
Os prazos tanto do começo quanto do fim dos reparos só serão estimados após a conclusão da licitação.
As últimas chuvas intensas registradas no Distrito Federal, comprometeram a estrutura de pedra das piscinas Areal e Pedreira, do Parque Nacional de Brasília

Após uma avaliação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no local, foi identificado que parte da construção do sistema de escoamento cedeu e buracos surgiram no deck
Por questões de segurança, as piscinas permanecerão fechadas até o final das obras de recuperação da estrutura, sem prazo para a conclusão.
O laudo técnico também apontou a presença de infiltrações em pisos e paredes

Além do comprometimento na fixação das pedras
Segundo o instituto, há risco iminente de ruptura na piscina Pedreira
As piscinas foram interditadas em 20 de fevereiro, inicialmente para que equipes técnicas avaliassem os danos provocados pelas fortes chuvas que atingiram o Distrito Federal. Desde então, a previsão para o início dos reparos foi sendo adiada .

Em março, o ICMBio havia informado ao Metrópoles que a licitação seria aberta ainda no fim daquele mês e que a reforma deveria começar ainda no primeiro semestre . A previsão, no entanto, passou longe de se concretizar.
Em abril, quando as piscinas completaram dois meses fechadas , a licitação ainda não havia sido aberta e o instituto não apresentava estimativa mínima para a reabertura. Já em junho, quatro meses após a interdição, o ICMBio informou que o projeto de reforma da piscina Pedreira havia sido concluído, mas ainda passaria por análise .
Em virtude dos fechamentos das piscinas, a frequência dos visitantes no parque diminuiu drasticamente.

Em janeiro foram registrados 23,4 mil visitantes. No mês seguinte, em fevereiro, quando as piscinas foram fechadas, o número caiu para 11.7 mil visitantes. Já em março, depois da interdição, apenas 1,4 mil pessoas visitaram o parque.
Por isso, o ICMBio reduziu os valores dos ingressos em 50% para que os visitantes ainda possam caminhar pelas trilhas e apreciar o restante dos atrativos do parque.
Os novos valores são: R$ 20 para o ingresso inteiro; e R$ 10 para a meia entrada (válido para moradores do DF e do Entorno).
Todos os demais atrativos continuam funcionando normalmente, conforme o horário de funcionamento das 6h às 16h.
Confira as principais atrações disponíveis:
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Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/agua-mineral-burocracia-trava-obra-e-piscinas-completam-6-meses-fechadas.

Otavio Brito/Arte Metrópoles — Foto: Metrópoles
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