Política

    AGU pede que Fachin restitua Andrei Rodrigues para a chefia da PF

    Em recurso apresentado ao STF, Jorge Messias diz que relatório da PF já estava sob analise do presidente do Tribunal e defende que a competência para analisar o caso é do plenário

    Poder360
    8 de setembro de 2026 às 22:34
    AGU pede que Fachin restitua Andrei Rodrigues para a chefia da PF
    Foto: Poder360

    Em recurso apresentado ao STF, Jorge Messias diz que relatório da PF já estava sob analise do presidente do Tribunal e defende que a competência para analisar o caso é do plenário

    A AGU (Advocacia Geral da União) apresentou nesta 3ª feira (8.set.2026) um pedido ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin, para suspender o afastamento cautelar de Andrei Rodrigues da chefia da Polícia Federal. Com a Suspensão de Liminar, o governo Lula afirma que relatórios de inteligência citados na decisão de André Mendonça já estavam sob o conhecimento do presidente da Corte.

    Pouco antes de apresentar o recurso, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Wellington César Lima, se reuniram com Fachin para anunciar que o governo iria recorrer da decisão do ministro André Mendonça. Leia a íntegra do pedido da AGU (PDF – 448 kB).

    Na imagem, o advogado-geral da União Jorge Messias
    Na imagem, o advogado-geral da União Jorge Messias — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Com a Suspensão de Liminar, a AGU alega que Mendonça afronta as prerrogativas da Presidência da República para nomear e demitir livremente o diretor-geral da PF. Além disso, argumenta que a interrupção abrupta da gestão da PF pode gerar um quadro de “ desorganização institucional “.

    Messias também afirma que o “ relatório de inteligência “, que narra possíveis desvios de Mendonça, foi levado a de Fachin na 5ª feira (3.set.2026). O presidente da Corte deu prazo para que a PF esclarecesse o teor do documento.

    A jurisprudência do Tribunal já tem fixado que o presidente da Corte não pode suspender a liminar de outro ministro. Contudo, há um precedente de outubro de 2020, quando o então presidente Luiz Fux derrubou uma decisão do ministro Marco Aurélio de Mello que soltou André do Rap, investigado por relação com PCC.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém silêncio sobre a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do comando da PF. Apesar disso, articula uma reação.

    No Planalto, ainda está em aberto se haverá uma manifestação pública sobre o caso. O presidente não tem previsão de se pronunciar até o momento, mas uma nota oficial do governo é uma das possibilidades em análise.

    A possibilidade de Lula convocar o Conselho da República, aventada por Marco Aurélio de Carvalho, um dos coordenadores de sua campanha, não é uma medida em avaliação pelo Planalto. A prioridade agora é o recurso da AGU contra a decisão de André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da PF. Outros caminhos podem ser discutidos depois.

    A reação do governo foi discutida em uma reunião de emergência convocada por Lula nesta 3ª feira. O encontro não estava previsto na agenda oficial do presidente e reuniu o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Wellington César Lima.

    O presidente não se reuniu com Andrei Rodrigues nesta 3ª feira e os dois não chegaram a conversar.

    A tendência é que a reação mais imediata ao afastamento de Andrei fique concentrada na campanha de Lula. O grupo já vinha adotando um discurso de cobrança por mudanças no Judiciário durante a crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master.

    Em 2 de setembro, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, publicou um vídeo em que defendeu um código de ética para o Judiciário e o Ministério Público e afirmou que “ninguém está acima da lei” . A gravação fazia parte da estratégia da campanha para tratar da crise envolvendo o STF.

    Só no dia seguinte Lula se manifestou em vídeo. Sem citar Moraes, defendeu que as investigações avancem “doa a quem doer” , disse que há suspeitas envolvendo políticos e agentes públicos e afirmou que o sistema político e o Judiciário precisam de reformas profundas.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/agu-pede-que-fachin-restitua-andrei-rodrigues-para-a-chefia-da-pf/.

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    Na imagem, o advogado-geral da União Jorge Messias — Foto: Poder360

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