Agroterenas capta R$ 160 milhões para converter pastagens em cana-de-açúcar
Projeto estruturado pelo Itaú BBA prevê conversão de áreas degradadas em lavouras de cana nos biomas Cerrado e Mata Atlântica

A AGT Agroterenas concluiu uma operação de cerca de R$ 160 milhões no âmbito da segunda edição do Eco Invest Brasil, programa do governo federal voltado à atração de capital para projetos ligados à transição para uma economia de baixo carbono. A operação foi estruturada e financiada pelo Itaú BBA e terá prazo de dez anos.
O projeto prevê a conversão de áreas de pastagens degradadas em áreas produtivas de cana-de-açúcar, com foco nos biomas Cerrado e Mata Atlântica.
Na prática, a estratégia busca transformar terras atualmente utilizadas na pecuária extensiva em ativos agrícolas voltados à produção de açúcar e etanol, ampliando a geração de receita sem a necessidade de abertura de novas áreas.

Segundo a Agroterenas, as áreas incluídas no projeto apresentam 100% de degradação classificada como intermediária ou severa. A recuperação deverá elevar a capacidade produtiva dos solos por meio de práticas agrícolas voltadas à melhoria das condições físicas, químicas e biológicas das áreas.
Ao longo da execução do projeto, a empresa estima receita líquida de aproximadamente R$ 690 milhões com a produção de açúcar e etanol, o que representa potencial de geração de valor superior ao volume de recursos captado para a recuperação das áreas.
Para o Itaú BBA, a operação mostra como mecanismos de financiamento ligados à agenda de sustentabilidade podem ampliar o acesso de empresas do agronegócio a capital de longo prazo.

De acordo com o diretor de Agronegócio do Itaú BBA, Pedro Fernandes, a iniciativa mostra como mecanismos financeiros podem apoiar a expansão da produção agrícola ao mesmo tempo em que contribuem para a conservação ambiental.
“É uma satisfação apoiar a estruturação de mais uma operação do Eco Invest Brasil voltada à recuperação produtiva de áreas degradadas. Projetos como o da Agroterenas demonstram o potencial de mecanismos financeiros inovadores para viabilizar investimentos que conciliam aumento de produtividade, conservação dos recursos naturais e transição para uma agricultura de baixo carbono”, afirma Fernandes.
A operação também está inserida em uma estratégia de expansão da produção agrícola por meio do melhor aproveitamento de terras já utilizadas. Com a recuperação das pastagens , a Agroterenas pretende aumentar a produtividade das áreas e reduzir a pressão por expansão da fronteira agrícola.

O projeto inclui ainda medidas de mitigação de emissões de gases de efeito estufa, como balanço de emissões, utilização de bioinsumos e técnicas de conservação do solo. A companhia também prevê impactos econômicos nas regiões onde mantém operações, com geração de empregos e contratação de fornecedores e mão de obra local.
A estratégia inclui iniciativas de ampliação da participação feminina na força de trabalho. Atualmente, 17,3% dos funcionários da Agroterenas são mulheres.
“Produzir alimentos e energia com sustentabilidade é o propósito que guia nossas ações. Este projeto representa um avanço importante na nossa estratégia de produção sustentável, ao transformar áreas anteriormente degradadas em ativos produtivos, com ganhos de eficiência agrícola e benefícios ambientais”, afirma José Eugênio de Rezende Barbosa Sobrinho, diretor-presidente da Agroterenas.

Com a operação, a empresa passa a contar com financiamento de longo prazo para transformar áreas de baixa produtividade em terras destinadas à produção de cana, açúcar e etanol.
O movimento combina expansão da capacidade produtiva, geração de receita e recuperação de ativos agrícolas, dentro da estratégia de crescimento da companhia.
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Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/agro/agroterenas-capta-r-160-milhoes-para-converter-pastagens-em-cana-de-acucar/.

Empresa estima receita líquida de aproximadamente R$ 690 milhões com a produção de açúcar e etanol • Um caminhão transporta cana-de-açúcar em um campo na usina de açúcar São Martinho em Pradópolis, Brasil, em 13 de setembro de 2018. REUTERS — Foto: CNN Brasil
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