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    Agências e órgãos reguladores precisam ser fortalecidos

    Merece apoio a decisão do governo Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) de fortalecer o Banco Central -nele incluído o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)- e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no projeto de Orçamento para o próximo ano. Leia mais (10/01/2026 - 22h30)

    Folha de S.Paulo
    2 de outubro de 2026 às 01:30
    Agências e órgãos reguladores precisam ser fortalecidos
    Prédio alto com estrutura central dourada e quatro blocos de vidro escuro que se projetam para fora. Céu parcialmente nublado ao fundo e árvore à direita na parte inferior da imagem. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Fachada da sede do Banco Central, em Brasília (DF) - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil · Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
    Fachada da sede do Banco Central, em Brasília (DF) - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil · Rafa Neddermeyer/Agência Brasil — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Merece apoio a decisão do governo Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) de fortalecer o Banco Central —nele incluído o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)— e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no projeto de Orçamento para o próximo ano.

    Conforme a Folha noticiou, esses órgãos reguladores do mercado financeiro foram contemplados com R$ 6,5 bilhões na proposta enviada ao Congresso Nacional , o que representa um aumento de 10,7% —mais de 5% acima da inflação— sobre os pouco menos de R$ 5,9 bilhões disponíveis em 2026.

    Nessa base de comparação, o BC terá sua dotação elevada em 8%, para R$ 5,3 bilhões. Entre as divisões e atividades da autoridade monetária, o Coaf, unidade de inteligência, recebeu grande reforço, de menos de R$ 21 milhões para R$ 150 milhões, alta em torno de 630%, e a supervisão do sistema financeiro teve ganho de 31%, com R$ 359 milhões.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Já a CVM, autarquia responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais, teve seus recursos aumentados em 23%, para R$ 1,2 bilhão em 2027. Na rubrica de supervisão, há salto de 515%, para R$ 122 milhões.

    É intuitivo associar o incremento de verbas ao escândalo do Banco Master , no qual os órgãos de controle foram incapazes de impedir, por motivos ainda sob investigação, uma fraude que gerou o rombo recorde de R$ 60 bilhões no sistema bancário. Esse já seria um bom motivo, mas não deveria ser o único.

    Instituições do gênero, que incluem ainda as agências reguladoras da infraestrutura e de outros setores, precisam de recursos estáveis para exercer suas tarefas com autonomia ante pressões políticas e empresariais.

    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha
    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Elas têm enfrentado, no entanto, não apenas a má vontade de governantes e legisladores, que preferem seu aparelhamento, como o estrangulamento orçamentário decorrente da expansão desordenada das despesas públicas de caráter obrigatório.

    A CVM é um exemplo dramático de esvaziamento . Iniciou este ano com apenas duas de suas cinco diretorias ocupadas —as indicações têm sido objeto de disputa política com o Senado , responsável por aprová-las— e ficou cinco meses sem julgamentos.

    As agências reguladoras relatam um bloqueio de R$ 287 milhões em suas verbas em 2026. Segundo a CNN Brasil, as agências ligadas ao setor de transportes obtiveram um acréscimo de 37% no projeto de Orçamento de 2027, o que é alvissareiro.

    Não por acaso, tramitam no Congresso projetos para dar maior previsibilidade ao trabalho dessas instituições. O Senado aprovou texto proibindo o contingenciamento de recursos de 12 reguladoras, que idealmente deveria ser debatido à luz de reformas fiscais mais amplas.

    Passo importante será aprovar a autonomia financeira do BC, que é capaz de gerar suas receitas e precisa se manter a salvo de pressões na definição dos juros e na regulação do mercado.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/10/agencias-e-orgaos-reguladores-precisam-ser-fortalecidos.shtml.

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    Fachada da sede do Banco Central, em Brasília (DF) - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil · Rafa Neddermeyer/Agência Brasil — Foto: Folha de S.Paulo

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