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    África está se separando e pode formar um novo oceano, aponta estudo sobre o Rift de Turkana

    Pesquisa revela que a África se divide mais rápido do que o previsto. A crosta fina no Vale do Rift dará origem a um novo oceano O post África está se separando e pode formar um novo oceano, aponta estudo sobre o Rift de Turkana apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    22 de setembro de 2026 às 15:22
    África está se separando e pode formar um novo oceano, aponta estudo sobre o Rift de Turkana
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    Um estudo publicado na revista Nature Communications mostra que uma área do leste da África já está em um estágio avançado de separação do continente. O fenômeno ocorre no Rift de Turkana, entre Quênia e Etiópia, e poderá levar à formação de um novo oceano.

    A descoberta também ajuda a explicar a grande concentração de fósseis de antigos hominínios na região. Para os pesquisadores, a própria atividade geológica pode ter criado condições especialmente favoráveis à preservação desses vestígios.

    Para investigar a estrutura do Rift de Turkana, os cientistas analisaram medições sísmicas feitas anteriormente na área. O resultado mostrou uma crosta de apenas 13 quilômetros de espessura no centro do rifte. Nas bordas, ela passa dos 35 quilômetros.

    O Vale do Rift de Turkana corta regiões do Quênia e da Etiópia em um forte processo de ruptura. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital
    O Vale do Rift de Turkana corta regiões do Quênia e da Etiópia em um forte processo de ruptura. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Quando a crosta de uma área desse tipo fica abaixo de aproximadamente 15 quilômetros, começa uma etapa conhecida como “afinamento” ou necking . A estrutura se torna mais fraca, o que ajuda a manter o avanço da separação.

    Christian Rowan, geocientista da Universidade Columbia, afirmou que a transformação está mais adiantada do que se imaginava. “Descobrimos que a formação do rifte nessa zona está mais avançada, e a crosta é mais fina, do que qualquer pessoa havia reconhecido.”

    O pesquisador acrescentou que “o leste da África avançou mais no processo de separação do que se pensava anteriormente”.

    A transformação geológica levará milhões de anos, mas a fase crítica de afunilamento já começou. – Imagem: GskiPhotography/iStock
    A transformação geológica levará milhões de anos, mas a fase crítica de afunilamento já começou. – Imagem: GskiPhotography/iStock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A divisão já está acontecendo. A placa Núbia, maior, concentra a maior parte do continente e fica a oeste. Do outro lado está a placa Somali, que inclui a costa oriental africana e Madagascar.

    O Rift de Turkana percorre centenas de quilômetros entre Quênia e Etiópia. Em alguns milhões de anos, a região deverá avançar para a chamada oceanização, etapa em que a separação continental dá origem a uma nova bacia oceânica.

    O processo envolve o afinamento progressivo da crosta. Quando ela se torna extremamente fina, o magma pode irromper de baixo, acumular-se e esfriar. O material forma uma nova bacia, que poderá se transformar em fundo oceânico à medida que a água do Oceano Índico avance para a área.

    Rift de Turkana
    Rift de Turkana — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A transformação geológica também pode estar ligada à quantidade de fósseis encontrados em Turkana. O início do necking , há cerca de 4 milhões de anos, coincide com a idade dos primeiros fósseis de hominínios identificados na área.

    A explicação proposta pelos pesquisadores envolve os sedimentos. À medida que o rifte entrou nessa fase, o acúmulo desse material aumentou. O ambiente passou a favorecer a preservação dos restos de seres vivos que habitavam a região.

    Os cientistas destacam justamente a coincidência entre a mudança tectônica e o início da formação contínua de camadas espessas contendo fósseis. Para eles, a fase de necking pode ter criado condições importantes para conservar esse registro.

    Lago Turkana
    Lago Turkana — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Isso abre uma possibilidade diferente para interpretar a importância de Turkana. A concentração de fósseis não necessariamente indica que o local foi mais relevante para os primeiros humanos do que outras áreas da África. A geologia pode ter favorecido a preservação do que aconteceu ali.

    O estudo aponta que novas pesquisas poderão investigar melhor a relação entre as transformações tectônicas e o excepcional registro fóssil da região.

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    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    O Vale do Rift de Turkana corta regiões do Quênia e da Etiópia em um forte processo de ruptura. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital
    O Vale do Rift de Turkana corta regiões do Quênia e da Etiópia em um forte processo de ruptura. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    A transformação geológica levará milhões de anos, mas a fase crítica de afunilamento já começou. – Imagem: GskiPhotography/iStock
    A transformação geológica levará milhões de anos, mas a fase crítica de afunilamento já começou. – Imagem: GskiPhotography/iStock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/22/ciencia-e-espaco/africa-esta-se-separando-e-pode-formar-um-novo-oceano-aponta-estudo-sobre-o-rift-de-turkana/.

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    O Vale do Rift de Turkana corta regiões do Quênia e da Etiópia em um forte processo de ruptura. – Imagem criada por inteligência artificial: Gemini/Olhar Digital — Foto: Olhar Digital

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