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    Afeto, companhia e conforto: como pets ajudam no bem-estar emocional

    Psicóloga explica como a convivência com animais pode reduzir a sensação de solidão, organizar a rotina e favorecer sentimentos bons

    Metrópoles
    18 de agosto de 2026 às 05:00
    Afeto, companhia e conforto: como pets ajudam no bem-estar emocional
    Foto: Metrópoles

    Para muitas pessoas, chegar em casa e encontrar um cachorro esperando na porta ou um gato procurando carinho faz parte da rotina. Além da companhia, a convivência com animais de estimação pode trazer benefícios emocionais ligados ao afeto, à criação de vínculos e até à organização do dia a dia.

    Segundo a psicóloga Mariane Pires Marchetti, o animal pode se tornar uma presença importante tanto nos momentos positivos quanto em períodos mais difíceis.

    “ A convivência com um pet pode proporcionar afeto, companhia, conforto e uma sensação de conexão. Para muitas pessoas, o animal se torna uma presença importante nos momentos de alegria e também nos momentos difíceis, contribuindo para o bem-estar emocional”, afirma. Leia também É o bicho! Pets e bebês estão compartilhando os mesmos nomes, aponta pesquisa É o bicho! O que diz a psicologia sobre quem prefere pets a pessoas É o bicho! Mulheres desenvolvem vínculos mais fortes com seus pets, aponta estudo Ciência Macacos e símios podem ter outros animais como pets, revela estudo Companhia que ajuda a enfrentar a solidão Um dos benefícios está justamente na presença constante do animal. A relação construída com cães, gatos e outros pets pode diminuir a sensação de estar sozinho e criar oportunidades diárias de interação e afeto.

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    Magnific — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A convivência também pode proporcionar pequenas pausas nas preocupações. “ Brincar, acariciar ou passear com o pet também pode ajudar a pessoa a se afastar por alguns momentos das preocupações e dos pensamentos repetitivos”, explica Mariane.

    Para algumas pessoas, o vínculo ainda favorece sentimentos de segurança emocional e pertencimento. O animal passa a integrar a rotina familiar e estabelece com o tutor uma relação marcada por cuidado, proximidade e companhia.

    Ter um animal, porém, não envolve apenas receber carinho. Alimentar, passear, brincar, limpar o ambiente e acompanhar a saúde do pet exigem responsabilidade e constância.

    Foto colorida de criança com coelho, sorrindo para foto - Metrópoles
    Foto colorida de criança com coelho, sorrindo para foto - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Na avaliação da psicóloga, tais compromissos podem ajudar a estruturar os dias. O impacto pode ser especialmente relevante para quem atravessa períodos de desânimo ou isolamento.

    “ Alimentar, passear, brincar e cuidar da saúde do animal cria compromissos diários e ajuda a estruturar a rotina. Para alguém que está passando por um período de desânimo ou isolamento, essas responsabilidades podem trazer uma sensação de utilidade, organização e propósito”, afirma. Os possíveis efeitos da convivência com animais também são objeto de pesquisas científicas. Um estudo publicado nessa segunda-feira (17/8) no Journal of Adolescence analisou 514 adolescentes dos Estados Unidos, com idades entre 13 e 17 anos e níveis elevados de ansiedade social , além de um responsável por participante.

    Os pesquisadores investigaram diferentes características da relação dos jovens com seus cães e como elas estavam associadas às estratégias utilizadas para enfrentar situações de estresse envolvendo pessoas da mesma idade.

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    A companhia proporcionada pelos cães e a participação nos cuidados com os animais foram associadas a estratégias consideradas mais adaptativas para lidar com o estresse, incluindo resolução de problemas, regulação emocional, pensamentos positivos e expressão dos sentimentos.

    Os resultados, porém, não significam que ter um cachorro provoque diretamente melhora emocional. O estudo identificou associações e não permite estabelecer uma relação de causa e efeito.

    A pesquisa também mostrou que o tipo de vínculo importa. Enxergar o cão como substituto para relações humanas foi associado a estratégias menos adaptativas diante do estresse. O resultado reforça que a presença do animal pode ser parte de uma rede de apoio , mas não deve ocupar o lugar das relações sociais.

    Cuidar de um pet também pode ajudar a criar uma rotina de responsabilidades e fortalecer sentimentos de pertencimento e propósito
    Cuidar de um pet também pode ajudar a criar uma rotina de responsabilidades e fortalecer sentimentos de pertencimento e propósito — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Apesar dos benefícios que a convivência pode proporcionar, ter um animal não funciona como tratamento para problemas de saúde mental. O limite precisa ficar claro principalmente quando sintomas começam a interferir na rotina.

    “ O animal pode ser uma importante fonte de apoio emocional, mas não substitui acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. Quando existe um sofrimento intenso ou persistente, ansiedade ou tristeza que começam a prejudicar a rotina, isolamento, crises frequentes ou dificuldade para realizar atividades do dia a dia, é importante buscar ajuda profissional”, orienta Mariane. A presença do pet, portanto, pode oferecer companhia, afeto, rotina e momentos de conforto , mas integra um conjunto mais amplo de relações e cuidados. “O pet pode fazer parte da rede de apoio, mas não deve carregar sozinho a responsabilidade pela saúde emocional do tutor”, resume a psicóloga.

    A convivência com animais de estimação pode proporcionar companhia, afeto e sensação de conexão emocional às crianças
    A convivência com animais de estimação pode proporcionar companhia, afeto e sensação de conexão emocional às crianças — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/saude/afeto-companhia-e-conforto-como-pets-ajudam-no-bem-estar-emocional.

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