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    Aérea australiana diz que voos com 22 h de duração darão lucro mesmo com combustível caro

    A aérea Qantas afirmou que seus voos diretos ultralongos serão lucrativos mesmo com a persistência da alta nos preços do combustível de aviação causada pela guerra com o Irã. Leia mais (09/23/2026 - 14h17)

    Folha de S.Paulo
    23 de setembro de 2026 às 17:17
    Aérea australiana diz que voos com 22 h de duração darão lucro mesmo com combustível caro
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    Nova York e Londres | Financial Times A aérea Qantas afirmou que seus voos diretos ultralongos serão lucrativos mesmo com a persistência da alta nos preços do combustível de aviação causada pela guerra com o Irã.

    Avião da Qantas decola do aeroporto de Sydney - Saeed Khan - 27.ago.26/AFP · Saeed Khan - 27.ago.26/AFP
    Avião da Qantas decola do aeroporto de Sydney - Saeed Khan - 27.ago.26/AFP · Saeed Khan - 27.ago.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A CEO da empresa australiana, Vanessa Hudson, disse que uma nova frota de aviões capazes de realizar voos de 22 horas elevará os lucros da companhia em cerca de 400 milhões de dólares australianos (R$ 1,45 bilhão), apesar de os preços dos combustíveis terem quase dobrado desde o início do conflito.

    "Reavaliamos esse plano de negócios e acredito que um dos fatores que continuam a nos dar confiança nesse número é que a demanda por serviços sem escalas continua incrivelmente forte", afirmou nessa terça-feira (22).

    A Qantas anunciou que deve iniciar a rota de Sydney a Nova York em meados de 2028. Será a segunda de suas rotas ultralongas a utilizar os novos Airbus A350-1000, especialmente adaptados .

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    A companhia encomendou 12 dessas aeronaves, que serão equipadas com recursos específicos para a viagem mais longa , incluindo áreas de bem-estar onde os passageiros poderão se alongar.

    O voo, que ligará as cidades mais populosas dos Estados Unidos e da Austrália , complementará a rota direta de Sydney a Londres, cujo início está previsto para outubro de 2027 como parte do "Projeto Sunrise", estratégia de voos ultralongos que vem sendo elaborada há cerca de uma década.

    A aérea australiana cobrará mais pelas novas rotas de longa distância do que pelos serviços atuais, que exigem uma escala para reabastecimento, mas ainda não anunciou os preços exatos.

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    O conflito com o Irã neste ano elevou os preços do combustível de aviação, corroendo os lucros das companhias aéreas, mesmo com o aumento nas tarifas na tentativa de recuperar parte dos custos adicionais.

    Os preços permaneceram acima do esperado durante meses, impondo custos mais altos às companhias aéreas justamente quando o setor entra nos meses de inverno (verão no Brasil), de menor movimento. Duas grandes empresas aéreas mundiais entraram em recuperação judicial neste ano —a Spirit, nos Estados Unidos, e a airBaltic, na Europa—, em parte devido aos preços do combustível de aviação.

    Hudson afirmou que a confiança da companhia nos voos do Projeto Sunrise decorre da experiência com sua longa rota sem escalas entre Perth e Londres, em operação há mais de oito anos. "Mesmo com o preço do combustível tão alto quanto está, [essa] ainda é a rota de melhor desempenho em nossa malha", disse.

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    No mês passado, a Qantas informou que o impacto do conflito no Oriente Médio elevou em 610 milhões de dólares australianos (R$ 2,22 bilhões) sua conta de combustível no ano fiscal, eliminando 420 milhões de dólares australianos (R$ 1,54 bilhão) de seus lucros, mesmo após a adoção de medidas para mitigar o impacto. O petróleo Brent era negociado em torno de US$ 100 por barril nesta semana.

    A guerra com o Irã também criou uma oportunidade para a Qantas, que, segundo Hudson, está se beneficiando da demanda de viajantes que desejam ir da Austrália e da Ásia para a Europa, mas não querem passar pela zona de conflito.

    Antes do início da guerra, em fevereiro, cerca de metade de todo o tráfego entre Europa e Austrália fazia conexão em aeroportos de grandes centros do Golfo, como Dubai ou Doha.

    Hudson, no entanto, disse que veria com bons olhos o retorno das companhias aéreas concorrentes do Golfo.

    "Queremos isso, porque esse seria o cenário em que o conflito no Oriente Médio teria terminado. Os preços dos combustíveis devem se normalizar ao longo desse processo, e a capacidade das companhias aéreas do Oriente Médio voltará a operar", afirmou. "Provavelmente haverá uma fase de ajuste nesse intervalo, mas, nesse cenário, o resultado em termos de lucro será muito melhor com um preço de combustível mais baixo."

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/09/aerea-australiana-diz-que-voos-com-22-h-de-duracao-darao-lucro-mesmo-com-combustivel-caro.shtml.

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    Avião da Qantas decola do aeroporto de Sydney - Saeed Khan - 27.ago.26/AFP · Saeed Khan - 27.ago.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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