Advogado preso recebia 3% em rateio da propina da Máfia do ICMS, diz MPSP
João André Buttini de Moraes teve prisão preventiva decretada por ter intermediado propina entre empresas e auditores fiscais da Sefaz-SP

O advogado João André Buttini de Moraes recebia 3% do valor total pago de propina a fiscais da Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP) por ser o intermediador dos repasses de empresários a auditores fiscais.
A informação consta na decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que decretou a prisão preventiva de Buttini de Moraes e do ex-número 3 da Fazenda de São Paulo, André Weiss.
Entre os clientes de Buttini de Moraes estão a Casas Bahia, supermercados Assaí e postos Ipiranga.

O Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec) , do Ministério Público de São Paulo (MPSP) , encontrou anotações que mostravam como era feito o rateio da propina na casa de Paulo Prado, o PP, que foi delegado tributário do Butantã até se aposentar.
A divisão mostra que além dos 3% pela “corretagem” de Buttini de Moraes, 50% do suborno foi destinado a “equipe externa e coordenador”. O restante era fatiado entre auditores fiscais da Sefaz-SP.
Segundo delação de Paulo Prado ao MPSP, o advogado pagou R$ 13,6 milhões entre 2021 e 2025. Os fiscais recebiam propinas em caixas e mochilas entregues em locais públicos, como restaurantes, cafés e estacionamentos de shoppings.

Apenas no estacionamento coberto do Shopping Iguatemi, na zona oeste de São Paulo, R$ 4,3 milhões teriam sido entregues dentro de caixas.
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Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/ramiro-brites/advogado-propina-icms-mpsp.

Divulgação — Foto: Metrópoles
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