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    Acompanhe a cotação do dólar nesta sexta-feira (28)

    O dólar abriu próximo da estabilidade nesta sexta-feira (28) com os investidores à espera do discurso do presidente do Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA), Kevin Warsh, no encontro promovido em Jackson Hole, nos EUA. Leia mais (08/28/2026 - 09h26)

    Folha de S.Paulo
    28 de agosto de 2026 às 12:26
    Acompanhe a cotação do dólar nesta sexta-feira (28)
    Várias notas de um dólar americano sobrepostas, com destaque para uma nota central mostrando o retrato de George Washington e elementos típicos como o selo verde e o número 1. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O dólar abriu próximo da estabilidade nesta sexta-feira (28) com os investidores à espera do discurso do presidente do Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA), Kevin Warsh, no encontro promovido em Jackson Hole, nos EUA.

    Notas de dólares - Dado Ruvic/Reuters · Dado Ruvic/Reuters
    Notas de dólares - Dado Ruvic/Reuters · Dado Ruvic/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A expectativa é que Warsh dê indicativos sobre os próximos passos do Fed sobre a taxa de juros. Os economistas vêm avaliando que a taxa deve voltar a subir até o final deste ano. Atualmente, os juros estão entre 3,5% e 3,75%.

    Às 9h08, a moeda norte-americana caía 0,03%, cotada a R$ 5,1627. Na quinta (27) , a divisa fechou em alta de 0,20%, a R$ 5,163, enquanto a Bolsa avançou 0,31%, a 175.135 pontos, impulsionada pelas ações da Petrobras.

    Durante o dia, investidores reagindo a dados do mercado de trabalho brasileiro e de inflação dos EUA. Incertezas sobre o controle do estreito de Hormuz, importante rota para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito, e o simpósio de Jackson Hole também estiveram no radar.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na quinta de manhã, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que a taxa de desemprego do Brasil recuou a 5,3% no trimestre até julho, após marcar 5,8% nos três meses encerrados em abril.

    O indicador é o menor para o trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), em 2012.

    Para Rafael Perez, economista da Suno Research, os dados reforçam a resiliência do mercado de trabalho brasileiro.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Permanece como um desafio para o cenário inflacionário e para a condução da política monetária. A combinação entre desemprego historicamente baixo, massa salarial em níveis recordes e rendimentos em recuperação tende a dificultar uma desaceleração mais consistente dos preços", afirma.

    Na última quarta-feira (27), o IBGE mostrou que o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) teve deflação de 0,4% em agosto. A deflação foi a primeira do índice em um ano, desde agosto de 2025 (-0,14%), e a maior em quatro anos.

    Segundo economistas consultados pelo Boletim Focus, a previsão é de que o IPCA encerre 2025 a 5,02%, acima do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) para o indicador. Para os analistas, a Selic, taxa básica de juros brasileira, deve terminar a 13,75% ao ano —redução de 0,25% em relação ao patamar atual de 14%.

    Uma Selic mais baixa tende a beneficiar a Bolsa e outros ativos de renda variável. A queda dos juros, contudo, diminui a atratividade da estratégia de carry trade, isto é, tomar recursos em economias com taxas mais baixas, como a americana, e aplicá-los na brasileira para lucrar com essa diferença percentual.

    Também esteve no radar dos investidores um "casadão" do BC no mercado cambial. A autarquia anunciou dois leilões simultâneos: um de venda à vista de dólares e outro de swap cambial reverso.

    A venda foi de US$ 1 bilhão à vista e, simultaneamente, 20 mil contratos de swap cambial reverso, no mesmo valor.

    O efeito delas sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$ 1 bilhão em uma ponta e comprou US$ 1 bilhão em outra.

    Essas operações são realizadas para injetar liquidez no mercado à vista.

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    No exterior, o mercado esteve em compasso de espera pelo simpósio anual do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) em Jackson Hole. O evento terá discurso do presidente da instituição, Kevin Warsh, na sexta-feira (28), e deve trazer novas sinalizações sobre a trajetória dos juros americanos.

    Warsh deve comentar os indicadores inflacionários dos últimos dias. Nos EUA, o índice de preços PCE subiu 3,7% nos 12 meses até julho. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 3,6% para o PCE.

    A inflação anual dos Estados Unidos permanece acima da meta de 2% do Fed e reforça as expectativas de juros mais altos, favorecendo o dólar e outros ativos americanos.

    "A fala de Warsh será particularmente importante devido ao posicionamento considerado enigmático no último comunicado do Fed. Os investidores ainda não têm uma visão consolidada sobre como a instituição irá atuar no curto prazo e qual será a trajetória dos juros nos próximos meses", diz Leonel Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercados da StoneX.

    Investidores também mantiveram no radar as negociações envolvendo a guerra no Irã. Na quarta, Teerã anunciou ter chegado a um acordo com Omã para controlar o estreito de Hormuz, a estratégica via marítima por onde passava um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito antes do atual conflito.

    Segundo o vice-chanceler Kazem Gharibabadi, o estreito permanecerá obstruído até que os detalhes do arranjo sejam finalizados, o que não ocorreu ainda. A declaração aumentou a dúvida sobre o anúncio, já que, segundo a Guarda Revolucionária, a medida só será implementada quando os EUA concordarem com seus termos.

    Nesta quinta, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse não haver negociações em andamento entre Washington e Teerã. Em meio às incertezas, o petróleo Brent subia 1,97%, a US$ 89,57, às 18h.

    Lá fora, destaque ainda para o desempenho da Nvidia. A empresa registrou receita acima do esperado, de US$ 96,2 bilhões, no trimestre encerrado em julho, e projetou vendas de cerca de US$ 108 bilhões para o trimestre atual, superando a estimativa de Wall Street de US$ 104 bilhões.

    O resultado impulsionou as Bolsas americanas durante a sessão. S&P500 fechou em alta de 0,72% e Nasdaq avançou 1,57%.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/acompanhe-a-cotacao-do-dolar-nesta-sexta-feira-28.shtml.

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