Economia

    Ações de IA abriram janela geracional? Veja como se posicionar

    New York Stock Exchange (NYSE) (REUTERS/Andrew Kelly) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2024/12/stocks-eua-nova-york-nyse.jpg?fit=1280%2C1006&quality=70&strip=all" />Wall Street está otimista, com analistas avaliando que lucros impulsionados pela inteligência artificial devem compensar o aperto do Fed The post Ações de IA abriram janela geracional? Veja como se posicionar appeared first on InfoMoney .

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    19 de setembro de 2026 às 14:00
    Ações de IA abriram janela geracional? Veja como se posicionar
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    A escalada dos juros nos Estados Unidos tira o fôlego das bolsas americanas em setembro, mas não a confiança de parte de Wall Street nas ações de tecnologia.

    Scott Rubner, chefe de estratégia de ações e derivativos da Citadel Securities, avalia que o pessimismo com inteligência artificial e a redução das posições dos investidores devem se inverter a partir de outubro, primeiro em tecnologia e depois no restante do mercado. Em anos de eleições de meio de mandato, como 2026, o S&P 500 sobe em média 5,6% entre o fim de setembro e o fim do ano, segundo levantamento da Citadel com dados desde 1930.

    “Três meses atrás, o risco era que todos estivessem na mesma operação [em IA]. Cada vez mais, o risco é que todos tenham migrado para o mesmo lado da conversa”, escreve o estrategista em nota a clientes.

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    O pano de fundo é um Federal Reserve (Fed, o banco central americano) mais duro, com o presidente Kevin Warsh reforçando as preocupações com a inflação e a maioria dos dirigentes projetando nova alta de juros neste ano.

    O principal argumento a favor da tecnologia está nos balanços. Em relatório de 17 de setembro, o economista do UBS Arend Kapteyn aponta que o setor responde por 64% do aumento das projeções de lucro nos EUA nos últimos três meses, e que a expectativa de crescimento das empresas de tecnologia americanas, de 45%, supera em mais que o dobro a média do mercado.

    Com lucros do S&P 500 crescendo em torno de 30% nos dois primeiros trimestres, o Goldman Sachs considera exagerados os temores de uma “bolha de lucros” e prevê desaceleração gradual, sem colapso. “A precificação do mercado embute uma perspectiva de crescimento contínuo dos lucros, mas um ceticismo saudável quanto à sustentabilidade da rentabilidade atual”, afirma o estrategista Ben Snider em relatório. O banco projeta alta de 14% do S&P 500 em 12 meses, para cerca de 8.700 pontos.

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    O escritório de investimentos (CIO) da gestão de fortunas do UBS lembra ainda que desde 1954 o S&P 500 sobe em média 10,8% no ano seguinte à primeira alta de juros. Como o mercado já precifica quase quatro altas nos próximos 12 meses, o banco avalia que a maior parte do ajuste nas ações pode já ter ocorrido.

    Kapteyn ressalta, porém, que o ciclo de lucros segue muito concentrado nos beneficiários dos investimentos em IA, com poucos sinais de expansão para outros setores. O Goldman espera que esse impulso comece a perder força em 2027 e projeta alta de 11% nos lucros no ano, abaixo do consenso de 19%, enquanto estrategistas do Bank of America alertam que o posicionamento dos investidores segue otimista demais.

    Taxas de retorno atrativas devem ser avaliadas ao lado da saúde da empresa, considerando alavancagem, exposição a riscos macroeconômicos e liquidez, alertaram profissionais da Nord, Itaú Asset e Santander Corretora em evento da Planejar

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    Para Rubner, quedas até o fim de setembro devem ser aproveitadas para voltar aos segmentos centrais do mercado, enquanto o UBS recomenda diversificar entre regiões e classifica como atrativas as bolsas da zona do euro e do Japão.

    No Brasil, o acesso ao setor passa pelos BDRs. Na carteira recomendada de BDRs do InfoMoney, que reúne indicações de sete casas , a Micron ( MUTC34 ) lidera, seguida por Alphabet ( GOGL34 ), Amazon ( AMZO34 ), Microsoft ( MSFT34 ) e Nvidia ( NVDC34 ).

    Um dos meios de se posicionar é por meio de BDRs de ETFs . A XP inclui em sua carteira, com peso de 5%, o BAIQ39 , BDR do ETF AIQ, que reúne empresas beneficiadas pelos avanços em inteligência artificial. Já o Itaú BBA aposta nos polos asiáticos de chips com o BEWT39 , que replica a bolsa de Taiwan, liderada pela TSMC, e o BEWY39 , da Coreia do Sul, onde Samsung e SK Hynix estão entre os principais papéis, ambos com peso de 6% e exposição ao dólar.

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    “Se a liderança da IA voltar a se ampliar para os lucros, o rally pode se estender muito além dos nomes que lideraram a primeira etapa [de alta]”, diz Rubner.

    Até lá, o próprio estrategista admite que as ações ainda podem cair até o fim de setembro, período em que a relação entre oferta e demanda no mercado segue desfavorável.

    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes-ia-janela-geracional-como-se-posicionar/.

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