Ações da Shein despencam quase 11% após resultado do primeiro semestre decepcionar
As ações da Shein despencaram quase 11% na Bolsa de Hong Kong nesta terça-feira (29), após a divulgação de resultados financeiros decepcionantes. Leia mais (09/29/2026 - 08h25)

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Hong Kong (China) | AFP As ações da Shein despencaram quase 11% na Bolsa de Hong Kong nesta terça-feira (29), após a divulgação de resultados financeiros decepcionantes.

A companhia informou na segunda-feira (28) que a receita cresceu apenas 1% na comparação anual nos primeiros seis meses do ano, enquanto o lucro operacional caiu pela metade.
As ações da Shein fecharam em queda de 10,71%, cotadas a 31,50 dólares de Hong Kong (R$ 21,03), após terem desabado 14,3% durante a sessão.
Os resultados de segunda-feira foram os primeiros da Shein desde sua badalada IPO (oferta pública inicial de ações) neste mês, que avaliou a empresa em cerca de US$ 26,3 bilhões (R$ 137,45 bilhões) — bem abaixo dos quase US$ 100 bilhões — alcançados durante rodadas privadas de captação de recursos em 2022.

A receita líquida na Europa caiu 13,9%, para quase US$ 3,8 bilhões (R$ 19,86 bilhões) no segundo trimestre, informou a Shein.
A empresa tem sido alvo de questionamento por seu impacto ambiental e por acusações de violações dos direitos humanos, além de enfrentar uma concorrência cada vez maior de empresas de comércio eletrônico de baixo custo, como Temu e AliExpress.
"(A queda na receita) reflete uma redução no volume de vendas, à medida que elevamos os preços e diminuímos os gastos com publicidade online (em antecipação ao fim da isenção de tarifas alfandegárias)", afirmou a empresa.

Em outro mercado importante, os Estados Unidos, a receita recuou 6% entre abril e junho, refletindo o impacto das tarifas.
Desde seu primeiro dia de negociação na Bolsa de Valores de Hong Kong, em setembro, as ações da Shein acumulam queda de mais de 35% .
"(A queda) torna incerta a dimensão de uma recuperação em 2027, impulsionada pela redução dos custos de frete e por uma aposta ainda não comprovada em marcas de preços mais elevados", avaliou Catherine Lim, analista da Business Intelligence.

"A administração pretende absorver os custos de frete e das tarifas, em vez de elevar os preços, para proteger a posição competitiva da empresa", disse ela, acrescentando que a manutenção de estoques locais na Europa elevará os custos logísticos no curto prazo.
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/09/acoes-da-shein-despencam-quase-11-apos-resultado-do-primeiro-semestre-decepcionar.shtml.

Loja da Shein, em Paris - Julie Sabadelha - 04.nov.25/AFP · Julie Sabadelha - 04.nov.25/AFP — Foto: Folha de S.Paulo
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