Ação coletiva processa espólio de Epstein por imagens de abuso infantil
Duas mulheres, cujas imagens de quando eram meninas foram encontradas em um material apreendido de Jeffrey Epstein , entraram com uma ação coletiva na quarta-feira (16), buscando indenizações junto à herança do criminoso sexual para pessoas que aparecem em sua coleção de conteúdos de abuso sexual infantil. Leia mais (09/17/2026 - 18h21)

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Duas mulheres, cujas imagens de quando eram meninas foram encontradas em um material apreendido de Jeffrey Epstein , entraram com uma ação coletiva na quarta-feira (16), buscando indenizações junto à herança do criminoso sexual para pessoas que aparecem em sua coleção de conteúdos de abuso sexual infantil.

A ação pede pelo menos US$ 6 milhões (R$ 30,8 milhões) em nome de mais de 40 pessoas, algumas das quais estavam em um livro de imagens sexualizadas de crianças apreendido por investigadores federais, em 2019, na casa de Epstein em Nova York , segundo a petição apresentada ao tribunal federal de Manhattan.
A acusação diz que, a partir da década de 1990, Epstein manteve em seu cofre um "livro de modelos", onde guardava as fotografias. O grupo afirma que, pelo menos a partir dos anos 2000, o financista fez com que sua assistente fotografasse várias crianças, pagando-as e depois usando o material "para a própria gratificação sexual e, talvez, para a de outras pessoas".
O processo busca ampliar a responsabilização de Epstein para além das mulheres que processaram seu espólio por agressões sexuais, incluindo aquelas que ele explorou quando crianças por meio de fotos que ele e seus associados tiraram delas ou obtiveram. Em alguns casos, essas imagens foram distribuídas a outras pessoas.

A ação foi movida contra o ex-advogado de Epstein, Darren Indyke, e seu ex-contador, Richard Kahn, os coexecutores dos bens de Epstein. Daniel Weiner, advogado que representa Indyke, recusou-se a comentar. Um dos advogados de Kahn não respondeu a um pedido de comentário.
Uma das autoras, identificada apenas pelo pseudônimo genérico Jane Doe, acusa o financista de ter roubado fotografias parcialmente nuas dela tiradas quando ela tinha 12 anos.
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"Apesar das denúncias feitas na época às autoridades, alertando especificamente que Epstein havia obtido essas fotos de Jane Doe e imagens semelhantes de outra menor de idade, nenhum agente da lei tomou providências para processar alguém ou sequer investigar as denúncias", afirma a ação.
A outra, usando o pseudônimo "Amy", diz que aparece no material de abuso infantil apreendido em 2019. De acordo com ela, suas imagens vem sendo comercializadas desde o fim da década de 1990 até hoje.
Hillary Nappi, advogada que representa as autoras, disse que a ação pode potencialmente envolver milhares de pessoas. Em entrevista, ela afirmou que a maioria das retratadas na coleção de Epstein nunca foi identificada.

"Queremos que o espólio preserve e preste contas de tudo o que foi apreendido nas propriedades de Epstein, e queremos um processo verdadeiro, supervisionado pelo tribunal, para identificar e notificar cada sobrevivente retratada nesse acervo", disse Nappi. "Muitas delas não fazem ideia de que suas imagens existem nos arquivos dele. Elas têm o direito de saber e merecem a oportunidade de buscar justiça."
A ação pede que o espólio de Epstein e as autoridades federais trabalhem com o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas para identificar as pessoas na coleção e informá-las. Pede ainda que o espólio pague US$ 150 mil (R$ 772 milhões) a cada integrante da ação coletiva, além de outras penalidades.
Epstein foi condenado por aliciar uma menor para fins sexuais em 2008 e acusado de tráfico sexual de menores em 2019 , meses antes de ser encontrado morto em uma cela de prisão em Nova York , em uma morte considerada suicídio . Ele nunca foi processado por criar, obter ou distribuir material de abuso sexual infantil.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/acao-coletiva-processa-espolio-de-epstein-por-imagens-de-abuso-infantil.shtml.

Fotografias do criminoso sexual Jeffrey Epstein sem data, fornecidas pelo Departamento de Justiça dos EUA como parte dos arquivos do caso - Martin Bureau - 9.fev.26/AFP · Martin Bureau - 9.fev.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo
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