Abuso sexual e tortura: 6 são presos em operação que apura crimes em clínicas clandestinas de Montes Claros
Momento em que alguns dos presos chegam na viatura da PCMG Jhullie Rodrigues Seis pessoas foram presas durante a Operação Refúgio Seguro, em Montes Claros. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a ação investiga crimes cometidos dentro de clínicas clandestinas. Dez vítimas de abuso sexual já foram identificadas. De acordo com a delegada Karine Maia, os abusos sexuais eram praticados principalmente pelo proprietário das clínicas, preso durante a operação. Os outros alvos são funcionários dele. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, o que dificulta a localização de suas defesas.
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Momento em que alguns dos presos chegam na viatura da PCMG — Foto: Jhullie Rodrigues
Seis pessoas foram presas durante a Operação Refúgio Seguro, em Montes Claros . Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a ação investiga crimes cometidos dentro de clínicas clandestinas. Dez vítimas de abuso sexual já foram identificadas.
De acordo com a delegada Karine Maia, os abusos sexuais eram praticados principalmente pelo proprietário das clínicas, preso durante a operação. Os outros alvos são funcionários dele. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, o que dificulta a localização de suas defesas.

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➡️ Contexto: A Operação Refúgio Seguro é um desdobramento da Operação Amparo. Na ocasião, duas adolescentes foram resgatadas e 16 mulheres foram encontradas em condições precárias, dormindo no chão e sem higiene adequada. Também foram encontrados medicamentos e receitas médicas em branco.
Segundo a investigação, o proprietário mantinha relações sexuais com internas por meio de chantagens, ameaças e oferta de vantagens.
"Além das agressões físicas, da tortura, ele também mantinha relações sexuais com essas meninas, chantageando-as, que se tivessem relação sexual, ele ia deixá-las sair, ir embora mais cedo da clínica, senão ia mantê-las lá. Ou às vezes [chantageando-as] com ameaças, às vezes oferecendo dinheiro para as meninas, oferecendo droga."
A Polícia Civil acredita que os familiares das vítimas não sabiam o que ocorria dentro das unidades. Conforme a delegada, durante as visitas, os funcionários monitoravam as conversas e intimidavam as internas.
"Todas as vezes que familiares iam visitar, essas pessoas que agrediam as meninas ficavam perto para observar o que que elas falavam com os familiares. E sempre ameaçando que, caso elas falassem alguma coisa, iam ser agredidas posteriormente."
As irregularidades começaram a ser detectadas após visitas feitas pela Vara da Infância e Juventude.
"O Ministério Público começou a fazer um trabalho de visita nessas instituições e detectou que tinha crianças junto com maiores, que as condições eram sub-humanas, que tinha irregularidades com relação a remédios, ao tempo de internação."
A partir disso, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Civil instauraram procedimentos de investigação que já duram três anos. A situação também passou a ser acompanhada pela Vigilância Sanitária.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/mg/grande-minas/noticia/2026/09/23/abuso-sexual-e-tortura-6-sao-presos-em-operacao-que-apura-crimes-em-clinicas-clandestinas-de-montes-claros.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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