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    Abras: Preço de cesta cai 1,24% em julho enquanto consumo nos lares avança

    Desempenho vai em linha com ambiente nacional de menor pressão dos preços dos alimentos e taxa de desemprego em baixa

    CNN Brasil
    27 de agosto de 2026 às 18:22
    Abras: Preço de cesta cai 1,24% em julho enquanto consumo nos lares avança
    Foto: CNN Brasil

    Levantamento da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) registrou alta de 3,28% em julho no indicador de Consumo nos Lares Brasileiros, na comparação com o mesmo mês de 2025. Em relação a junho, o dado avançou 3,01%.

    Segundo a associação, o indicador monitora o comportamento dos consumidores considerando o cenário macroeconômico e fatores sazonais que impactam diretamente o consumo nos lares.

    A alta neste índice no último mês mostra que o consumo avançou nos últimos 12 meses e ante o mês passado. Enquanto isso, o preço da cesta alimentícia medido pelo Índice AbrasMercado segue o movimento contrário.

    Alimentos | Cesta básica | Despesa alimentar • Freepik · • Freepik
    Alimentos | Cesta básica | Despesa alimentar • Freepik · • Freepik — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A cesta, composta por 35 produtos de largo consumo, ficou mais barata em julho de 2026. O valor médio de R$ 852,54 passou a cair para R$ 841,95 no período, um recuo de 1,24%. O resultado modifica também o acumulo no ano, que passou a ser de alta de 5,20%.

    O desempenho vai em linha com o ambiente nacional de menor pressão dos preços dos alimentos.

    No IPCA ( Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o principal indicador de inflação no Brasil ) do mesmo mês, calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,67%.

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    Europa quer espelhar limitações dos EUA à Meta — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Dentro desse grupo, os preços da alimentação no domicílio caíram 1,14%, reduzindo a pressão sobre o orçamento destinado ao abastecimento das famílias.

    “Julho reuniu condições mais favoráveis ao consumo das famílias. A queda dos preços da alimentação no domicílio reduziu a pressão sobre o orçamento, enquanto o mercado de trabalho e os recursos em circulação ao longo do mês contribuíram para sustentar a renda”, analisa o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

    De acordo com Milan, as férias escolares também alteraram a rotina das famílias, estimulando mais refeições e lanches dentro de casa, o que pode ter tido influência sobre o indicador de consumo.

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    Além da queda nos preços, indicadores recentes do mercado de trabalho reforçam um cenário de sustentação da renda, estimulando o consumo.

    Segundo a Pnad Contínua , do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (27), a taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho , abaixo dos 5,8% registrados no trimestre encerrado em abril e dos 5,6% observados no mesmo período de 2025.

    O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos alcançou R$ 3.762 , com crescimento de 3,3% no ano. Já a massa de rendimento real habitual chegou a R$ 383,5 bilhões, avanço de 4,1% no ano, o equivalente a mais R$ 15,1 bilhões a mais no ano.

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    O recuo nos preços das cestas, por sua vez, estende um movimento já visto no mês anterior. Em junho, o resultado mensal teve retração de 0,28%, enquanto o avanço acumulado havia encerrado o primeiro semestre em 6,52%.

    Neste último mês, a maior retração ocorreu no Sudeste , com queda de 1,53% e valor médio passando de R$ 870,48 para R$ 857,12.

    Na sequência, aparece o Norte , com queda de 1,50%, de R$ 941,00 para R$ 926,88 ; Centro-Oeste, com redução de 1,30% e valor médio passando de R$ 801,23 para R$ 790,83 ; e Nordeste com recuo de 1,29%, de R$ 773,03 para R$ 763,08 .

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    Europa quer espelhar limitações dos EUA à Meta — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A última região se manteve no posto da cesta de menor valor médio entre as macrorregiões.

    A menor retração, porém, foi registrada no Sul , onde o valor caiu 1,21%, com mediana da cesta passando de R$ 928,72 para R$ 917,52.

    Na comparação com junho, alguns produtos básicos apresentaram variações distintas: enquanto o açúcar refinado, o café torrado e moído, o feijão, o óleo de soja e o arroz caíram, o leite longa vida, a farinha de mandioca, a massa sêmola de espaguete e a farinha de trigo avançaram.

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    Ministro prevê negociação difícil com EUA, mas diz estar — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Confira ranking dos alimentos da maior queda para a maior alta:

    No acumulado de janeiro a julho, as principais altas permanecem no feijão, com avanço de 49,50%, e no leite longa vida, com alta de 25,11%.

    Em sentido oposto, registram queda o açúcar refinado (-13,82%), o café torrado e moído (-13,66%), o óleo de soja (-10,66%), a farinha de trigo (-4,74%), o arroz (-0,94%) e a massa sêmola de espaguete (-0,14%).

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    IBGE: Empregos privados com carteira assinada atingem recorde histórico — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Julho também foi o mês para estabilidade nas carnes bovinas, enquanto o frango congelado teve leve alta de 0,22%, o pernil caiu 0,48% e os ovos, 2,73%.

    Entre os vegetais frescos, o tomate e a batata caíram forte em relação a junho, com recuo de 29,09% e 19,59%, respectivamente. A cebola seguiu em sentido contrário, com alta de 7,74%.

    Mesmo após as retrações mensais, a batata acumula elevação de 46,44% no ano e o tomate, de 29,35%. Já a cebola alcança alta de 65,20% de janeiro a julho, a maior entre os 35 produtos acompanhados pelo AbrasMercado .

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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/macroeconomia/abras-preco-de-cesta-cai-124-em-julho-enquanto-consumo-nos-lares-avanca/.

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