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    Abramilho defende que Brasil não aguarde China para lançar novas variedades

    Associação dos produtores defende que variedades transgênicas sejam lançadas no Brasil, mesmo sem aval chinês, para evitar perdas bilionárias

    CNN Brasil
    12 de agosto de 2026 às 17:39
    Abramilho defende que Brasil não aguarde China para lançar novas variedades
    Foto: CNN Brasil

    A Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo) defendeu nesta ​quarta-feira que as empresas de biotecnologia que ​atuam no Brasil não deveriam aguardar a aprovação da China para novas variedades transgênicas de milho, uma vez que essa espera representa perdas bilionárias.

    O diretor-executivo da Abramilho, Glauber Silveira, disse durante evento da associação que os produtores sabem que a Bayer e a Corteva têm variedades transgênicas mais produtivas para serem lançadas ⁠no Brasil.

    Mas que isso ​não acontece porque as empresas estão aguardando a aprovação dos chineses.

    Uma plantação de milho é vista na fazenda Cercado Grande, no Brasil • Uma plantação de milho é vista na fazenda Cercado Grande, em Itajaí, no estado de São Paulo, Brasil, em 1º de abril de 2018. REUTERS/Marcelo Rodrigues Teixeira · • Uma pl
    Uma plantação de milho é vista na fazenda Cercado Grande, no Brasil • Uma plantação de milho é vista na fazenda Cercado Grande, em Itajaí, no estado de São Paulo, Brasil, em 1º de abril de 2018. REUTERS/Marcelo Rodrigues Teixeira · • Uma pl — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “Não ​concordamos mais com esperar aprovação da China, queremos trazer para discussão…”, disse ⁠ele.

    Silveira lembrou que a China foi importante ⁠na importação de milho do Brasil durante um ano, mas ​que ‌hoje o país já não é mais um importador relevante do cereal ⁠brasileiro.

    “Uma usina nova criada em Mato Grosso consome mais milho do que a China importa”, disse Silveira.

    Soja fecha em baixa em Chicago apesar de novas compras da China nos EUA
    Soja fecha em baixa em Chicago apesar de novas compras da China nos EUA — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    De janeiro a junho, a China importou cerca de 220 mil toneladas ‌de ⁠milho do Brasil, ‌segundo dados oficiais, enquanto as exportações brasileiras no mesmo período somaram 7,9 milhões de toneladas.

    “Teve um ano que (a China) comprou, quando precisava, e agora não compra ⁠mais”, disse Silveira, referindo-se a 2023, ⁠quando a China importou mais de 16 milhões de toneladas, após um acordo entre os dois ‌países.

    Segundo o diretor-executivo, na soja a abordagem tem de ser outra, e a espera por aprovações faz sentido , considerando que a China responde por mais de 70% das exportações brasileiras. Sem o aval chinês, os embarques nacionais ‌ficariam ameaçados.

    Acordo entre EUA e China ganha tração na soja, mas Brasil segue competitivo
    Acordo entre EUA e China ganha tração na soja, mas Brasil segue competitivo — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    No entanto, no milho as empresas multinacionais deveriam avisar aos chineses sobre o lançamento de novos produtos que ofereçam mais produtividade e disponibilizá-los ao ⁠mercado.

    “Nós produtores estamos perdendo bilhões em produtividade… porque a China fica levando anos para liberar… vão liberar quando quiserem”, comentou.

    Na hipótese de a China seguir como ​um importador marginal de milho do Brasil, Silveira defendeu que seria relativamente fácil ​segregar o cereal brasileiro oriundo de plantações com tecnologias eventualmente não aprovadas pelos chineses.

    Acordo entre EUA e China ganha tração na soja, mas Brasil segue competitivo
    Acordo entre EUA e China ganha tração na soja, mas Brasil segue competitivo — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Quase a totalidade da produção de soja e milho do Brasil já é realizada com sementes transgênicas.

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    Soja fecha em baixa em Chicago apesar de novas compras da China nos EUA
    Soja fecha em baixa em Chicago apesar de novas compras da China nos EUA — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/agro/abramilho-defende-que-brasil/.

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    Uma plantação de milho é vista na fazenda Cercado Grande, no Brasil • Uma plantação de milho é vista na fazenda Cercado Grande, em Itajaí, no estado de São Paulo, Brasil, em 1º de abril de 2018. REUTERS/Marcelo Rodrigues Teixeira · • Uma pl — Foto: CNN Brasil

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