A vida noturna que revive endereços históricos, mas luta para existir nas ruas de Campo Grande
Rua 14 de Julho lotada. Arquivo pessoal. Símbolos da história de Campo Grande, a Rua 14 de Julho e a Esplanada Ferroviária chegam aos 127 anos da Capital de Mato Grosso do Sul no centro de uma discussão que divide opiniões. Os dois endereços descobriram uma nova vocação para a vida noturna com a abertura de bares, pubs e lanchonetes. O movimento, no entanto, não trouxe apenas diversão e fonte de renda. Também atraiu episódios de violência, abordagens policiais controversas e a revolta de moradores. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp No fim de semana, às vésperas do aniversá
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Rua 14 de Julho lotada. — Foto: Arquivo pessoal.
Símbolos da história de Campo Grande , a Rua 14 de Julho e a Esplanada Ferroviária chegam aos 127 anos da Capital de Mato Grosso do Sul no centro de uma discussão que divide opiniões. Os dois endereços descobriram uma nova vocação para a vida noturna com a abertura de bares, pubs e lanchonetes.
O movimento, no entanto, não trouxe apenas diversão e fonte de renda. Também atraiu episódios de violência, abordagens policiais controversas e a revolta de moradores.

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No fim de semana, às vésperas do aniversário de Campo Grande, policiais militares foram flagrados agredindo dois jovens com socos e chutes na Rua 14 de Julho , durante uma abordagem que, segundo frequentadores, contou ainda com balas de borracha, bombas de efeito moral e spray de pimenta.
Ainda no início deste mês um jovem, de 21 anos, morreu após ser esfaqueado durante uma briga perto de um bar na avenida 14 de Julho.
Ao mesmo tempo em que devolveram movimento a áreas históricas, os bares e eventos também geraram reclamações e discussões sobre os limites dessa ocupação. São os dilemas da vida noturna que luta para existir no Centro de Campo Grande.
A ocupação noturna da Rua 14 de Julho começou em 2024 de forma quase despretensiosa e, em pouco tempo, ganhou proporções que o próprio campo-grandense não esperava.
Até então, a rua mais emblemática do Centro acumulava pontos comerciais fechados, em meio às queixas de empresários que apontavam a migração dos clientes para os bairros e as obras de revitalização como fatores que teriam reduzido o movimento na região.
Conforme dados da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) apontam que, a cada quatro lojas, três fecharam as portas nos últimos sete anos no centro de Campo Grande. A pandemia da covid-19 em 2020 também esteve entre os agravantes da crise no comércio.
Em pouco tempo, porém, o cenário mudou. Novos bares abriram as portas e uma programação musical que vai do sertanejo ao funk passou a ocupar a região de segunda a segunda.
Com o fluxo intenso de frequentadores, o trecho entre as ruas Antônio Maria Coelho e Marechal Rondon chegou a ser fechado em agosto de 2024, mas a medida não prosperou. À época, o endereço virou moeda política na eleições, afirmam os empresários.
A Rua 14 de Julho foi fechada aos finais de semana como forma de agradar um público impressionado com a possibilidade de um novo ponto cultural na cidade.
Rua 14 de Julho ficou interditado para o público. — Foto: Lucas Oliver/TV Morena
A promessa era impulsionar o comércio noturno na via e aumentar o acesso à cultura. Banheiros químicos chegaram a ser instalados e o policiamento foi reforçado, mas as ações do município para dar mais conforto ao público não perduraram, conforme os empresários.
Os próprios donos dos bares admitiram que não tinham estrutura suficiente para atender à demanda, que cresceu de forma exponencial. A presença de ambulantes também gerou incômodo, enquanto as reclamações dos moradores ganharam força.
A vida noturna na 14 de de Julho ainda resiste
Em 2026, a vida noturna na Rua 14 de Julho enfrenta novos desafios. No mês de aniversário de Campo Grande, um dos pontos de samba da rua anunciou o fechamento. Desde junho, outro pub pioneiro da vida noturna no endereço também está à venda.
Apesar de não provocar o mesmo furor de quando ainda era novidade, a vida noturna na Rua 14 de Julho existe e resite por meio dos frequentadores e dos empresários locais.
O endereço continua sendo uma opção para quem quer curtir uma discotecagem em plena terça-feira, um karaokê na quinta-feira ou um samba acompanhado de sinuquinha. Opções não faltam.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/08/26/a-vida-noturna-que-revive-enderecos-historicos-mas-luta-para-existir-nas-ruas-de-campo-grande.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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