"A sensação é que a escola mente": no Opinião, educadora critica ensino da cultura indígena no Brasil
Programa abordou o conhecimento originário às vésperas do Dia Internacional dos Povos Indígenas

Às vesperas do Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado em 9 de agosto , o Opinião desta sexta-feira (7) discute os caminhos que permitem às comunidades indígenas preservar suas línguas, saberes, valores, espiritualidade e formas de compreender o mundo, mesmo diante das transformações da sociedade contemporânea.
Durante o programa, a filósofa e educadora indígena Cristine Takuá destaca a importância do aprendizado da história e cultura dos povos originários nas escolas. Para ela, a Lei nº 11.645, de março de 2008, que garante o ensino da cultura afro-brasileira e indígena nas instituições de ensino, tem saído do papel a "passos lentos".
"Acho que o Brasil ainda carece muito de transformar os currículos das escolas (...) tenho a sensação de que a escola mente para as crianças . Mesmo sobre o processo de colonização, que não foi uma descoberta, foi uma invasão . Isso não é contado da forma adequada para as crianças. Ainda não mudou", analisa.
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Ainda de acordo com a filósofa, os próprios materiais didáticos das escolas brasileiras não dão conta de cumprir com o ensino estabelecido em lei.
" Os livros didáticos têm uma base muito focada no que vem de fora. As crianças são alfabetizadas aprendendo a girafa, o rinoceronte, o elefante, mas não conhecem a paca, a cutia a lontra, os seres aqui da Mata Atlântica ", completa.
Além da educadora, Andresa Boni recebeu no estúdio o escritor indígena Olívio Jekupe.
Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://cultura.uol.com.br/noticias/74442_a-sensacao-e-que-a-escola-mente-no-opiniao-educadora-critica-ensino-da-cultura-indigena-no-brasil.html.
Foto: UOL
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