A saborosa democracia das datas Fifa
Remando contra parte da opinião pública, eu gosto muito de datas Fifa. Não apenas pela possibilidade de ver grandes craques reunidos fora das Ligas nacionais, e em jogos grandes e relevantes (em especial na Europa, onde os duelos são sempre valendo pontos), mas também pelo aspecto inclusivo e democrático de se poder jogar luz em em países e seleções que, mesmo num modelo possível de 64 times numa Copa do Mundo, talvez ainda não tenham capacidade de participar da festa. Por isso adorei a oportunidade de comentar para o Sportv na última quarta-feira o amistoso entre Gibraltar e São Tomé e Prínci
E, bem ou mal, Gibraltar disputa sempre alguma divisão da Liga das Nações (na temporada que começa, Liga D, neste domingo já tem jogo valendo contra Andorra). Mais difícil é a vida de São Tomé e Príncipe. Que não passou no play-off pré-Copa das Nações (perdeu a ida e a volta para a Etiópia, dois 1 a 0) e agora não tem calendário até a próxima data Fifa. A ponto de o treinador português Jorge Monsanto dividir o comando da seleção com o do time sub-21 do Al-Jabalain, da Arábia. Tampouco é fácil para o segundo menor país da África em território formar uma boa seleção. São Tomé e Príncipe e seis vezes menor do que nosso Distrito Federal, a menor unidade da federação brasileira. A população equivale à de Cabo Frio-RJ e Araraquara-SP. Esta forma no máximo um time razoável, a Ferroviária, mas sem exclusividade para nascidos na cidade. E, como Gibraltar, também tem o mérito de exportar pés-de-obra para ligas subalternas principalmente de Portugal, mas também da Espanha, Azerbaijão, Bulgária, Alemanha, Finlândia, Inglaterra e Itália, com direito a Ronaldo no Paços de Ferreira e Samuca no Estrela Amadora.
Publicado originalmente por GE Esportes. Leia a matéria completa em https://ge.globo.com/blogs/entre-as-canetas/post/2026/09/25/a-saborosa-democracia-das-datas-fifa.ghtml.
Compartilhe
Espalhe essa notícia

