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    A pílula do dia seguinte funciona mesmo ou é lenda?

    Nesta semana há uma data superimportante: o Dia Internacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, em 26 de setembro. Leia mais (09/24/2026 - 18h00)

    Folha de S.Paulo
    24 de setembro de 2026 às 21:00
    A pílula do dia seguinte funciona mesmo ou é lenda?
    A imagem apresenta uma variedade de métodos contraceptivos dispostos sobre um fundo amarelo e rosa. Entre os itens estão preservativos, pílulas anticoncepcionais, um DIU, um copo menstrual, e uma seringa. Os preservativos estão em suas emba — Foto: Folha de S.Paulo

    Psicóloga clínica, comunicadora e especialista em educação sexual. É autora de 'Educação Sexual em 8 Lições - Como Orientar da Infância à Adolescência', entre outras obras

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    Métodos contraceptivos como camisinha feminina, pílula, camisinha masculina e DIU - Unsplash · Unsplash
    Métodos contraceptivos como camisinha feminina, pílula, camisinha masculina e DIU - Unsplash · Unsplash — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nesta semana há uma data superimportante: o Dia Internacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, em 26 de setembro.

    Pensando nessa temática, vamos por aqui de perguntas polêmicas: será mesmo que a pílula do dia seguinte funciona? Ou isso é mito ou lenda? Há outras opções mais adequadas para a adolescência e a fase adulta jovem?

    As respostas são: sim, a pílula do dia seguinte funciona (e isso não é mito nem lenda). Mas também há, sim, outras opções caso o uso precise ser mais frequente.

    Pílula anticoncepcional completa 60 anos no Brasil
    Pílula anticoncepcional completa 60 anos no Brasil — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Vamos entender tudo isso por partes, a começar pela pílula do dia seguinte. Ela é indicada para situações de emergência, apenas. Por exemplo, quando a pessoa fez sexo sem o uso de preservativo e sem nenhum outro método para evitar a gravidez.

    Nesses casos, é importante tomar a pílula do dia seguinte o mais rapidamente possível, pois a eficácia dela vai diminuindo com o passar do tempo. Ela age em até 72 horas após o sexo sem proteção, mas a recomendação médica é tomar o quanto antes, de preferência nas primeiras 24 horas.

    Uma boa notícia é que a rede pública brasileira de saúde a oferece gratuitamente e de forma imediata. Basta procurar um posto de saúde. Também é possível comprá-la diretamente nas farmácias.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Uma questão importante é que esse não é um método para ser usado a todo momento. Por ter uma grande carga hormonal, deve ser usada apenas em situações de emergência, e jamais com frequência. Usá-la muitas vezes, alertam os especialistas, não faz bem, pois, entre outros incômodos, desregula demais o ciclo hormonal.

    É justamente nesse ponto que entram as outras opções. De acordo com ginecologistas, o mais indicado é optar pelo uso de camisinha (que garante proteção contra as ISTs ), aliada a um método contraceptivo hormonal para evitar a gravidez.

    Entre esses métodos, os médicos atualmente apontam os que driblam o risco de esquecimento de uso. A pílula de uso diário é um excelente método, mas há que se lidar com a importância de não esquecer de tomar um dia ou outro, pois isso compromete totalmente a eficácia.

    Como alternativa, os métodos anticoncepcionais estão disponíveis por outras vias, como em injeção intramuscular (que pode ser trimestral), implante subdérmico (que dura geralmente até três anos) ou DIU (dispositivo intrauterino, que dura cerca de cinco anos).

    Outra questão importante: para decidir qual método combina mais com o corpo , a rotina e o estilo de vida da jovem, só mesmo agendando uma consulta com o ginecologista. E vale a pena fazer isso o quanto antes. Afinal, sexo combina não só com prazer, mas também com saúde e responsabilidade.

    Enfim, por hoje é isso. Até a próxima semana!

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/laura-muller/2026/09/a-pilula-do-dia-seguinte-funciona-mesmo-ou-e-lenda.shtml.

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    Métodos contraceptivos como camisinha feminina, pílula, camisinha masculina e DIU - Unsplash · Unsplash — Foto: Folha de S.Paulo

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