À PF, Vorcaro negou que funcionário do BC tenha atuado em seu favor
Paulo Sérgio Neves de Souza é investigado por suposta atuação para beneficiar o Banco Master

Paulo Sérgio Neves de Souza é investigado por suposta atuação para beneficiar o Banco Master
Em depoimento à Polícia Federal , o ex-dono do Banco Master , Daniel Vorcaro, negou que Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-chefe-adjunto do departamento de supervisão bancária do Banco Central , tenha atuado em seu favor na instituição. O depoimento foi realizado na 6ª feira (28.ago.2026), por videoconferência. As informações são do Metrópoles .
Vorcaro segue cumprindo prisão preventiva no Complexo da Papudinha. Ele foi preso em março de 2026, durante as investigações da operação Compliance Zero , que apura fraudes envolvendo carteiras de crédito do Banco Master e a possível atuação de integrantes do BC em benefício do Master em troca de vantagens indevidas.

A PF identificou um grupo de WhatsApp chamado “Grupo Master” , composto por Vorcaro, Paulo Sérgio e outro ex-servidor, Belline Santana. Segundo os relatórios da investigação, Paulo Sérgio revisava minutas de documentos e comunicações internas do Banco Master antes de serem formalizadas no BC. Em troca, o ex-servidor teria recebido transações imobiliárias e serviços de luxo.
De acordo com Vorcaro, ele conheceu Paulo Sérgio em 2017, mesma época em que iniciou as tentativas de comprar o Banco Máxima, posteriormente rebatizado de Banco Master.
No entanto, negou ao delegado da PF Albert Paulo Sérvio de Moura que o ex-servidor do BC tenha lhe prestado serviços: “O Paulo Sérgio nunca fez trabalho para mim, nenhum membro do Banco Central” .
Confrontado pelo delegado com mensagens obtidas pela PF durante a investigação que indicariam pedidos de informações a funcionários do BC, o ex-banqueiro afirmou que que apresentou “apenas um projeto e um plano de negócios para reestruturar o banco” e passou a discutir o assunto “com diversas áreas do Banco Central, inclusive a supervisão” .
Segundo Vorcaro, durante a pandemia da covid-19, ele começou a interagir com funcionários do BC para “poder evoluir com os pontos que a supervisão apontava que precisavam ser modificados no banco” , mas negou qualquer ajuda de Paulo Sérgio para que se tornasse controlador do Banco Máxima.
Quanto a Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, Vorcaro afirmou ter recebido ele e Paulo Sérgio em suas casas em Brasília e em São Paulo apenas para tratar de “pautas relativas ao Banco Master” .
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/a-pf-vorcaro-negou-que-funcionario-do-bc-tenha-atuado-em-seu-favor/.

Banco Central, órgão do qual ex-servidores estão envolvidos no caso Master — Foto: Poder360
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