A jovem cuja missão é aproximar gerações
Arielle Galinsky se tornou uma das líderes mais jovens dos Estados Unidos em um movimento cujo objetivo é promover conexões intergeracionais para combater a solidão, o etarismo e os estereótipos geracionais. Ela é fundadora e CEO do The Legacy Project (“O Projeto Legado”), uma organização sem fins lucrativos que une estudantes universitários e idosos que vivem em instituições de longa permanência para cultivar amizades intergeracionais construídas por meio da narração de histórias. Idoso conversa com jovem estudante: compartilhamento de marihistórias Divulgação Até o momento, a entidade já con
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Arielle Galinsky se tornou uma das líderes mais jovens dos Estados Unidos em um movimento cujo objetivo é promover conexões intergeracionais para combater a solidão, o etarismo e os estereótipos geracionais. Ela é fundadora e CEO do The Legacy Project (“O Projeto Legado”), uma organização sem fins lucrativos que une estudantes universitários e idosos que vivem em instituições de longa permanência para cultivar amizades intergeracionais construídas por meio da narração de histórias.
Idoso conversa com jovem estudante: compartilhamento de marihistórias — Foto: Divulgação
Até o momento, a entidade já conectou mais de 500 participantes, apelidados de olders (mais velhos) e youngers (mais jovens). Em sessões guiadas que duram nove meses, eles fazem uns aos outros uma série de “perguntas de vida”: sobre o que queriam ser quando crescessem, quais valores importavam para seus pais e como se sentem em relação ao envelhecimento. As conversas são transformadas em livros publicados por filiais locais do The Legacy Project . As obras podem ser guardadas como lembrança pelas famílias ou compartilhadas com a comunidade em geral.

O projeto surgiu de uma experiência impactante na infância de Galinsky. “Perdi meus dois avôs quando tinha 10 anos e nunca tive a oportunidade de perguntar aos dois sobre suas histórias de vida”, afirmou em entrevista ao jornalista Richard Eisenberg. “Quando estava na universidade e comecei a perguntar a amigos maduros se eles haviam compartilhado suas histórias com as famílias, com frequência a resposta era não.”
E o que jovens adultos e idosos ganham contando histórias? A atividade de se entrevistarem mutuamente e depois escreverem as narrativas – em uma cocriação intergeracional – foca em combater o isolamento social e a solidão. “Há pesquisas que mostram que tanto os mais velhos quanto os mais jovens estão isolados. Também queremos mudar visões etaristas. Para muitos jovens, esta é a primeira vez que eles se envolvem com um velho fora de sua família. Da mesma forma, para boa parte dos idosos, é a primeira chance de criar um relacionamento que não seja familiar ou profissional. Tornar o combate ao etarismo relevante para todos é o nosso objetivo”, detalhou Galinsky.
Arielle Galinsky: aproximando gerações com a iniciativa “O Projeto Legado” — Foto: Divulgação
Os estudantes que participam da iniciativa geralmente relatam que passaram a ter uma visão diferente do que significa envelhecer. “Eles não enxergam mais apenas um processo de declínio; veem algo que pode ser celebrado e aproveitado ao máximo. Também deixam de olhar os idosos como um bloco monolítico”, detalha. Por último, mas não menos importante: começam a pensar sobre o envelhecimento em suas próprias vidas e sobre as práticas que desejam adotar para ter uma existência longa e saudável.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2026/08/16/a-jovem-cuja-missao-e-aproximar-geracoes.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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